Na presidência do Palmeiras desde 2021, Leila Pereira foi eleita a 40ª presidente do Palmeiras, a primeira mulher a ocupar o cargo em mais de 100 anos de história. Ela personifica paixão e a ambição da torcida! Desde que assumiu tem cumprido a promessa de “pintar o mundo de verde”, levando o clube a uma era de grandes conquistas e mudanças.
A sua trajetória de sucesso no mundo empresarial, fez com que ela se transformasse em uma dirigente que une competência administrativa, amor pelo clube e a se tornar símbolo de força feminina que ultrapassa as quatro linhas.
Em entrevista, Leila comentou que a ideia de patrocinar o clube veio numa conversa descontraída com o marido, que é palmeirense, num momento em que o verdão estava passando por uma crise financeira e sem patrocínio, o marido até chegou a dizer coisas como: “deve ser muito caro” ou “deve dar muito trabalho”. E mesmo assim ela insistiu dizendo que era possível, e foi então que em 2015 a Crefisa e FAM passaram a patrocinar o clube, injetando recursos que tirariam o Palmeiras de uma fase conturbada e colocaria novamente o time no caminho dos títulos.
Nos dois primeiros anos de gestão, ela se tornou a primeira presidente palmeirense a conquistar seis títulos em apenas duas temporadas, incluindo troféus de peso como a Recopa Sul-Americana (2022), o bicampeonato paulista (2022-2023), o bicampeonato brasileiro (2022-2023) e a Supercopa do Brasil (2023). Ao todo, a era Leila já contabiliza 33 títulos somando as categorias profissionais e de base, um balanço impressionante que a própria imprensa registra conforme ela entra em seu segundo mandato.
Sob sua liderança, o Palmeiras se tornou referência de administração no futebol brasileiro, com finanças sólidas em 2024, o clube atingiu receita recorde acima de R$ 1,2 bilhão, algo inimaginável em outros tempos.
Representatividade feminina e enfrentamento do machismo no futebol.
Quando observamos o mundo em que vivemos, conseguimos facilmente identificar quem são chefes de estados, políticas, empresas e principalmente de clubes de futebol, a presidente Leila Pereira marca o impacto de uma mulher no posto mais alto de um clube gigante como o Palmeiras. Em um esporte historicamente dominado por homens, ela chega quebrando uma barreira como a única mulher presidente entre os 20 clubes da Série A do Brasileirão. Ela já falou algumas vezes como é solitário ser a única mulher em mesas de reuniões na CBF, Federação Paulista ou em outras ligas e também afirmou com todas as letras “Nós, mulheres, não queremos privilégio, queremos oportunidade de mostrar competência nesse mundo do futebol, que é tão masculino… Não pode ser normal ter uma só mulher à frente de um grande clube na América do Sul”.
Declarações como essa, dadas em entrevistas e coletivas, conectam a gestão Leila a pautas feministas mais amplas, evidenciando o machismo ainda presente no esporte e reivindicando mudança. Leila por vezes sente na pele uma análise diferente por ser mulher. Em entrevista, desabafou sobre a percepção injusta: “Quando o Palmeiras perde, a responsável é a Leila… Quando ganha, é apesar da Leila. (…) Sei que se um homem estivesse sentado aqui, seria diferente”
E para nós mulheres, sejamos torcedoras, profissionais do esporte ou qualquer outra profissão ao redor do mundo, é cada vez mais importante ver que nós podemos, devemos e merecemos estar onde quisermos e fazermos o que gostamos. Isso prova, cada dia mais, que não devemos ser colocadas para escanteio. Que devemos estar escaladas para grandes jogos.
Esse conjunto de atitudes vai semeando mudanças: cada aparição de Leila Pereira erguendo um troféu, cada entrevista em que ela fala como dirigente vencedora, contribui para naturalizar a imagem de mulheres em cargos de liderança esportiva.
Ao escrever este artigo como torcedora, não posso deixar de expressar o orgulho em ver o Palmeiras liderado por Leila Pereira. Sua trajetória desde a arquibancada (sim, ela mesma se declara torcedora fanática do clube) e os camarotes corporativos até a cadeira presidencial é uma história de quebra de paradigmas. Leila transformou desconfiança inicial em respeito conquistado, calando críticas com trabalho, troféus e princípios. No campo, ela ajudou a montar times campeões; fora dele, elevou o patamar administrativo e lançou reflexões importantes sobre a mulher no esporte.Sua gestão prova que competência, profissionalismo e amor pelo futebol não têm gênero. E para nós, torcedores, fica a certeza: vimos a história ser feita de perto. Que futuras gerações de palmeirenses (e fãs de futebol em geral) lembrem dessa era não apenas como a dos títulos em série, mas como aquela em que uma mulher apaixonada pegou o pavilhão alviverde, o ergueu mais alto do que nunca e, com isso, abriu portas que jamais se fecharão.
A cada início de ano, o apito inicial dos campeonatos estaduais ecoa pelo Brasil,trazendo a promessa de renovação. Para muitos torcedores, marca o recomeço de um ciclo repleto de expectativas, rivalidades históricas e memórias de momentos icônicos que ajudaram a moldar o futebol brasileiro. Para os pequenos clubes, os estaduais representam uma oportunidade única: desafiar gigantes, conquistar visibilidade e garantir a renda necessária para sobreviver ao restante do ano. Essas competições carregam tradição, identidade e rivalidades que remetem ao “futebol raiz”, onde o improvável se torna realidade e momentos caricatos ganham vida.
Além disso, os estaduais funcionam como uma vitrine valiosa para jovens talentos que buscam projeção no cenário nacional. Contudo, em meio a essa rica atmosfera cultural e histórica, surge uma questão inevitável: no contexto do futebol brasileiro moderno, os estaduais, no formato atual, ainda fazem sentido?
O Peso dos Estaduais para os Grandes Clubes
Os estaduais oferecem uma vitrine para jovens talentos, mas apresentam desafios significativos para os grandes clubes. Ocupam boa parte do calendário no início do ano, prejudicando a preparação para competições nacionais e internacionais, que hoje são prioritárias. Além disso, a baixa competitividade e o domínio dos grandes times diminuem o interesse, restando como principal atrativo as rivalidades históricas.
A chegada de técnicos estrangeiros, especialmente portugueses, trouxe uma nova visão. Acostumados a calendários onde torneios regionais são destinados a clubes menores, muitos veem os estaduais como uma pré-temporada. Isso faz com que as equipes utilizem jogadores alternativos, o que dá visibilidade à base, mas reduz o apelo da competição. Mesmo iniciativas como a regra do Campeonato Paulista, que exige titulares em campo, não têm revertido esse desinteresse.
No Campeonato Carioca, grandes clubes frequentemente desvalorizam as primeiras rodadas, ocupando posições baixas na tabela. Essa falta de seriedade inicial compromete ainda mais o torneio. Outro problema é o excesso de clássicos, que perdem o impacto emocional quando se tornam frequentes, transformando-se em jogos rotineiros.
A Dependência dos Pequenos Clubes
Enquanto para os grandes clubes os estaduais são quase uma obrigação, para os pequenos, eles são indispensáveis. Muitos desses times encerram suas atividades após o término da competição, permanecendo inativos durante grande parte do ano. A dependência financeira dos estaduais é evidente: sem outras fontes de renda ou competições regulares, esses clubes enfrentam enormes dificuldades para se manterem operando.
Essa falta de continuidade no calendário é devastadora, resultando na falência de inúmeras equipes e evidenciando a profunda desigualdade estrutural do futebol brasileiro.
A Solução é o Fim dos Estaduais?
A resposta não é simples. Os estaduais possuem um valor cultural e histórico inegável, representando um patrimônio esportivo e social do Brasil. Embora tenham pouco apelo comercial fora do país, sua essência não deve ser descartada. No entanto, é evidente que o formato atual não atende mais às demandas do futebol moderno.
Diante dos desafios enfrentados pelos campeonatos estaduais, surgem três possíveis soluções para adaptar essas competições às necessidades do futebol moderno, sem perder sua essência histórica e cultural:
Integração ao Sistema Nacional Os estaduais poderiam ser substituídos por divisões regionais voltadas para clubes menores, formando a base da pirâmide do futebol brasileiro. Para acessar o cenário nacional, os times teriam que vencer o campeonato estadual, que funcionaria como uma porta de entrada. Esse modelo, semelhante ao de países como Portugal e França, aumentaria as oportunidades para os pequenos clubes competirem em nível nacional e garantiria um calendário mais estável. No entanto, o tamanho do Brasil apresenta desafios logísticos significativos.
Estaduais no Formato de Copa Outra ideia é transformar os estaduais em competições eliminatórias, no estilo de uma Copa, onde todos os clubes do estado participariam. Esse formato reduziria o número de jogos, tornaria o calendário mais enxuto e manteria o encanto dos encontros entre grandes e pequenos clubes. Para complementar, divisões estaduais poderiam ser criadas para garantir mais partidas ao longo do ano para os menores, criando um equilíbrio entre tradição e competitividade. Vale ressaltar que essa proposta pode coexistir com a hipótese de integração ao sistema nacional, funcionando como uma etapa complementar. Enquanto as divisões estaduais garantem calendário contínuo e desenvolvimento para os pequenos clubes, o formato de Copa manteria o apelo cultural e a tradição dos estaduais.
Redução e Reestruturação do Formato Atual Por fim, os estaduais poderiam ser mantidos, mas com menos datas e um formato mais compacto e dinâmico, focado nas principais rivalidades e na valorização das disputas históricas. Essa opção diminuiria o desgaste físico e logístico para os grandes clubes, ao mesmo tempo em que continuaria oferecendo visibilidade e renda para os pequenos.
Independentemente da solução escolhida, o objetivo é garantir equilíbrio, tradição e sustentabilidade, preservando a importância histórica dos estaduais enquanto se adapta o futebol brasileiro às demandas atuais.
A Importância da Descentralização e Valorização dos Pequenos
O futebol brasileiro enfrenta o desafio de equilibrar tradição e modernidade nos campeonatos estaduais. É fundamental descentralizar a logística e valorizar os pequenos clubes, garantindo-lhes competições regulares e um calendário contínuo. Isso fomentaria o desenvolvimento do esporte e fortaleceria a base da pirâmide futebolística.
Ao mesmo tempo, essa reorganização permitiria que os grandes clubes tivessem mais tempo para se preparar e focar em competições de maior prestígio, tornando o futebol brasileiro mais competitivo e atrativo, tanto nacional quanto internacionalmente.
Preservar a essência dos estaduais, com suas rivalidades históricas e identidade cultural, é essencial, mas o formato atual mostra-se insustentável. Transformá-los em torneios mais curtos, competições no estilo Copa ou integrá-los a um sistema nacional de divisões são caminhos possíveis.
Independentemente da solução escolhida, o objetivo é garantir que o apito inicial de cada ano não seja apenas uma lembrança do passado, mas um sinal de um futuro promissor para todos os clubes e torcedores, grandes ou pequenos.
Quem são os jogadores do Atlético-MG que viraram “tatuagem de memória”? Os nomes que aparecem no almoço de domingo, na resenha no bar, nos debates de arquibancada e nos vídeos que a Massa nunca cansa de ver?
O Portal Camisa12juntou história, contexto e muito jogo grande para trazer uma lista imparcial, comentada e fácil de navegar. Listamos os jogadores famosos do Galo e também ex-jogadores do Atlético-MG que moldaram a identidade do clube.
A proposta é simples: contar por que cada um desses caras é gigante, o que fizeram em clássicos, mata-matas, campanhas históricas e como isso conversa com quem cresceu ouvindo o “Eu Acredito”.
Você pode descer direto pro 11 ideal lá embaixo, mas a graça é a caminhada: cada perfil é uma peça de um quebra-cabeça que ajuda a entender o melhor Atlético Mineiro da história na cabeça do torcedor.
Como o Portal Camisa12 montou esta lista de jogadores históricos do Atlético Mineiro
Antes dos nomes, vale alinhar o critério: papo reto com a Massa. Pensamos cinco aspectos que, somados, explicam o tamanho de um ídolo: qualidade técnica (o teto que alcançou no Galo), peso em jogo grande (clássicos, finais, noites de Libertadores), decisões e títulos, longevidade/consistência e identificação com a torcida.
Não é nostalgia pura, afinal, a torcida do Galo merece uma visão realmente apurada dos atletas que são referência em sua história secular.
O que conta de verdade (resumo do método)
Pico técnico com a camisa alvinegra, não a carreira inteira fora do clube;
Momentos de decisão (gols, defesas, assistências, liderança);
Tempo e regularidade no time;
Conexão com a torcida: aquele que faz Massa abraçar.
Top jogadores do Atlético-MG (lista comentada do Portal Camisa12)
Antes dos perfis: não é ranking matemático. É uma ordem afetiva guiada por impacto. Cada nome citado aqui tem seu momento marcante na história do Galão. Seja jogador “da antiga”, ou recém-passado pelo clube, cada um tem sua relevância.
Reinaldo — o Rei que virou sinônimo de 9 Artilheiro histórico do clube e estética de gol que atravessou gerações. Nos 70/80, transformou finalização em linguagem própria e colocou o Galo no mapa da bola bem jogada. Por que marcou: redefiniu o que é ser centroavante no Brasil; símbolo cultural, não só estatístico.
Toninho Cerezo — o cérebro do meio-campo Volante-meia que ditava ritmo, verticalizava e organizava. O jogo respirava no compasso dele. Por que marcou: elevou o padrão do setor e virou referência de inteligência tática.
Éder Aleixo — a canhota que calava estádio Velocidade, ousadia e a falta que parecia pênalti. Quando armava o chute, o Mineirão ficava em silêncio por um segundo. Por que marcou: repertório técnico raro em jogo grande e gols de placa.
Dadá Maravilha (Dario) — carisma e bola na rede Centroavante oportunista, folclórico, dono de frases que viraram parte do futebol brasileiro. Por que marcou: empilhou gols decisivos e deu ao ataque uma personalidade própria.
João Leite — o guardião da longevidade Recordista de jogos, sinônimo de segurança por anos. Representa a escola de goleiros do clube em alto nível. Por que marcou: constância absurda e identificação com a Massa.
Ronaldinho Gaúcho — a chavinha continental Chegou pra mudar mentalidade e empurrar o Galo ao topo da América. Não foi sobre quantidade de jogos, e sim sobre peso específico. Por que marcou: trouxe aura de campeão e destravou confiança em noite grande.
Victor (“São Victor”) — o milagre que virou mantra A defesa do pênalti contra o Tijuana entrou no folclore. De quarta à noite a final, ele aparecia quando o coração acelerava. Por que marcou: goleiro de decisão; o “Eu Acredito” ganhou rosto.
Réver — capitão técnico de zaga campeã Zagueiro de saída limpa, leitura de jogo e liderança silenciosa. Também deixou gol importante em noite pesada. Por que marcou: pilar defensivo em campanhas históricas.
Leonardo Silva — o tempo de bola que decide taças Dominante pelo alto, posicionamento exemplar, cabeceios que mudaram finais. Por que marcou: bola parada virou arma letal com assinatura própria.
Diego Tardelli — QI de jogo e gol em clássico Atacante versátil, inteligente, de duas passagens marcantes. Entendia o jogo e aparecia onde o time precisava. Por que marcou: presença em decisões que definem temporadas.
Jô — o 9 do ano mágico Movimentação, pivô e faro de gol em mata-mata; encaixe perfeito com R10 e Tardelli. Foram 39 gols em 167 partidas. Por que marcou: letal na América; rosto ofensivo de uma campanha inesquecível.
Bernard — a ousadia da base que encantou Cria do clube, leve, vertical, corajoso em jogo grande. Virou símbolo de um time que jogava solto e com a famosa “alegria nas pernas”. Por que marcou: identidade alvinegra em alta rotação.
Marques — elegância que a Massa abraçou Drible curto, tomada de decisão limpa, bola no ângulo. Ícone de identificação no início dos anos 2000. Por que marcou: conexão afetiva rara; classe a serviço do gol.
Luan (“Menino Maluquinho”) — energia que vira virada Pulmão do time, leitura de transição e gol que abre caminho em jogo amarrado. Por que marcou: muda ambiente; contagia arquibancada e vestiário.
Hulk — potência moderna, liderança e números ídolo da história atual do clube. Gols, assistências, prêmios individuais e fome competitiva. Fez do Mineirão palco de rotina decisiva. Por que marcou: referência técnica do ciclo recente; padrão de excelência.
Paulinho — faro de área com leitura de espaço Ataca o espaço, aparece no segundo pau, decide em série. Dupla afinada com Hulk. Que saudade, hein? Por que marcou: produtividade alta e timing cirúrgico.
Pierre — ordem no caos Volante que equilibra setores, conversa com a zaga e dá plataforma pros artistas brilharem. Esse já carregou muito piano nas costas. Por que marcou: estabilidade competitiva em jogos quentes.
Paulo Isidoro — visão e cadência Meia que pensava dois lances à frente; acelerava e pausava com maestria. Quem é mais velho sabe o que estamos falando. Se você é “novinho” e não conhece essa lenda, então veja os melhores lances do meio-campista no Youtube. Por que marcou: referência técnica de uma era talentosa.
Guilherme Arana — lateral moderno com peso competitivo Amplitude, chegada forte à linha de fundo e leitura por dentro quando precisa. Por que marcou: peça-chave em elencos que brigaram no topo.
Gilberto Silva — manual de posicionamento Volante de elite, simples e eficiente; cobertura limpa e jogo sempre bem lido. Por que marcou: deu lastro tático e maturidade à equipe.
Menções honrosas: Kafunga; Cincunegui; Nelinho (passagem marcante); Marcos Rocha; Dátolo; Pratto; Keno; Allan; Vargas. Se o seu ídolo não está aqui, comenta — a ideia é somar memória.
E claro: sabia que existe uma lista de ídolos do Atlético Mineiro diretamente no site do clube? Tá na hora de conferir!
Eras que moldaram o Galo
Toda lista de lendas do Atlético Mineiro faz mais sentido quando a gente olha para o contexto. Três fases explicam bastante do que a Massa sente até hoje.
A Era do Rei (anos 70/80)
Com Reinaldo, Cerezo e Éder, o Galo vira referência ofensiva no país: bola no chão, imposição técnica, respeito de ponta a ponta. A imagem de um time protagonista nasce aqui.
A Noite dos Milagres (América no horizonte)
O pênalti do Victor contra o Tijuana vira rito de passagem. Ronaldinho muda mentalidade, a torcida abraça o impossível, e a expressão “Eu Acredito” deixa de ser frase: vira cultura.
O Ciclo Recente (potência e constância)
Com Hulk liderando, o clube reassenta seu lugar de protagonista doméstico. O elenco encorpa, a decisão vira rotina, e a cobrança aumenta.
O melhor Atlético Mineiro da história (11 ideal do Portal Camisa12)
Antes da escalação, o conceito: juntar encaixe tático com memória afetiva e variedade de recursos. É um time que você reconhece no primeiro toque. Claro que não foi fácil montar a escalação dos 11 melhores jogadores da história do Atlético-MG, mas, como somos loucos por futebol, fizemos uma curadoria com muito carinho.
Ideia e desenho Time com uma saída de jogo limpa, meio inteligente, um 10 livre pra criar, amplitude com canhotaço e um 9 que finaliza a ópera (enquanto o segundo atacante ataca o meio-espaço com potência).
Escalação (4–3–3)
Goleiro: Victor
Laterais: Marcos Rocha (LD), Guilherme Arana (LE)
Zaga: Réver e Leonardo Silva
Meio: Toninho Cerezo (1º homem), Paulo Isidoro (interior), Ronaldinho (livre)
Ataque: Éder Aleixo (ponta), Reinaldo (9), Hulk (2º atacante)
Banco forte: João Leite, Pierre, Bernard, Tardelli, Jô, Luan, Paulinho, Gilberto Silva, Marques. Só ajustar conforme o rival e o contexto do jogo.
Momentos eternos (lances que viraram patrimônio)
Antes dos lances, um aviso: todo torcedor tem a própria “biblioteca afetiva”. Estes são os capítulos que aparecem em 10 de cada 10 conversas.
O pênalti do Tijuana “São Victor” salva, o Horto explode e o “Eu Acredito” vira assinatura. É a cena que todo atleticano sabe de cor.
A cabeçada que decidiu Leonardo Silva no tempo certo, bola no barbante, final na mão. A bola aérea do Galo dos grandes dias.
O Rei em estado de arte Sequências de gols e atuações que fizeram Reinaldo transcender o número da camisa e virar escola.
FAQ — dúvidas rápidas
Antes das respostas, o espírito: é guia de torcedor para torcedor. Sem dogma, com contexto.
Quem é o maior ídolo do Atlético-MG? A maioria aponta Reinaldo. Em tempos recentes, Victor e Hulk foram alçados a esse patamar.
Quem tem mais jogos pelo Galo? João Leite é o recordista de partidas e referência de longevidade.
Quem simboliza a campanha da América? O conjunto pesa, mas Ronaldinho (liderança técnica) e Victor (clutch) cristalizam a memória, com Jô, Tardelli, Réver, Leonardo Silva e Bernard como sustentação.
Portal Camisa12em campo: curtiu? Salve este guia, manda pro amigo de resenha e pense aí nos jogadores do Atlético Mineiro que se tornaram ídolos, pois a sua lista pode ser diferente da nossa.
Se você é daqueles que ama futebol de verdade, o futebol raiz, sem VAR, sem frescura, cheio de raça e emoção, então senta na cadeira de plástico, abre a gelada e vem com a gente.
A equipe do site Camisa 12 rodou Belo Horizonte, conversou com jogadores, organizadores e torcedores, e preparou uma cobertura especial sobre o que move o coração da bola na capital: o futebol amador BH.
E não se engane: não é só pelada de fim de semana, não. É campeonato organizado, é rivalidade de bairro, é revelação de craque, é festa na arquibancada. É a várzea que transforma domingo comum em final de Copa do Mundo.
Bora mergulhar nessa história com a gente? Então já marca o amigo que sempre fala que “jogaria fácil na várzea” e vem ver como esse futebol é muito maior do que parece.
Onde tudo começa: o futebol raiz
Na capital mineira, o futebol amador belo-horizontino é mais que esporte: é cultura, é tradição, é quase religião. Quem nunca foi num campinho de bairro e ouviu o grito “Éééé do Recanto Azul!” não sabe o que é emoção verdadeira.
Na várzea, cada bairro é uma seleção. O clássico Monte Verde x Pedreira, por exemplo, para até o ônibus da linha 305. É batuque de torcida, é criança vendendo chup-chup na arquibancada improvisada, é cachorro invadindo o gramado no meio do contra-ataque.
E sabe qual é a mágica? Funciona. Ali, ninguém joga por contrato milionário. Joga-se por orgulho, por honra, por amor à camisa.
A Liga Não Filiados: da resenha ao calendário oficial
A várzea já foi terra de muito improviso. Os caras marcavam o amistoso e… pimba, o time rival não aparecia. Era o famoso “bolo da várzea”. Foi aí que, em 2017, quatro apaixonados por bola – Daniel Silva, Felipe, Ruan e o mítico Chocolate – resolveram botar ordem na bagunça.
Nasceu assim a Liga Não Filiados, que hoje é uma das maiores de Minas Gerais: quase 300 times, mais de 5 mil atletas, e um calendário mais organizado que muito clube profissional.
Nada de juiz “caseiro” ou camisa sem número. Aqui tem árbitro oficial, súmula assinada, mata-mata em estilo Libertadores. Como disse Daniel em entrevista ao GE Minas:
“A gente quis dar dignidade à várzea. Porque ela é séria, mas precisava de alguém pra organizar.”
E deu certo. Hoje, um moleque que joga na Liga pode ser visto por olheiros de times profissionais. E já tem história de boleiro que saiu do campinho de terra direto para o Módulo II do Mineiro.
Campeonato Mineiro Amador: a Libertadores da várzea
Se tem um torneio que todo boleiro da capital sonha jogar, é o Campeonato Mineiro Amador. É como se fosse a Série A da várzea.
A edição 2025 já começou pegando fogo: times como Monte Verde, Pedreira, Recanto Azul e União Leste estão dando espetáculo. O regulamento é cruel: perdeu por 3 gols de diferença, nem precisa do jogo de volta. É adeus com gozação da vizinhança.
E o campeão ainda tem o direito de disputar a Recopa Amadora, contra o vencedor da Copa Itatiaia. Essa final é o verdadeiro Maracanã da várzea: arquibancada lotada, batuque sem parar, e emoção de sobra.
As lendas e personagens da várzea
O futebol de várzea de BH é cheia de histórias que parecem roteiro de filme. Separamos algumas delas para vocês:
Churrasco: craque revelado na Liga Não Filiados, campeão do Módulo II e hoje jogador profissional.
Wilsinho: outro talento que saiu do campinho da periferia e virou destaque no futebol mineiro.
O goleiro que chegou atrasado no jogo porque estava entregando marmita, mas fechou o gol e virou herói.
O zagueiro que joga de chuteira furada, mas não deixa passar nem Wi-Fi.
E claro, o clássico “Neymar da favela”, aquele que não quis sair do bairro porque “aqui eu já sou rei”.
Na várzea, não faltam personagens. E cada um tem sua torcida fiel.
Torcer na várzea é experiência única
Ir a um jogo da várzea é viver um espetáculo à parte. Se você já foi a algum lugar, sabe bem do que estamos falando. Se liga:
O ingresso é grátis.
A cerveja custa metade do preço do bar da esquina.
A torcida é misturada: crianças, senhoras, cachorros e até a tia que vende quibe.
Você pode xingar o juiz, e ele responde na lata!
É futebol cru, sem filtro. Como disse a Revista Tribuna Esportiva:
“O futebol amador é a última trincheira do futebol verdadeiro, onde a paixão fala mais alto que o dinheiro.”
Prefere só torcer? Fácil. Todo sábado e domingo tem jogo em campos espalhados por BH: Barreiro, Venda Nova, Santa Luzia, Contagem… a bola nunca para.
Leve sua cadeira de plástico, sua caixa térmica e prepare-se: na várzea, até o cachorro é torcedor.
Conclusão: o coração da bola bate na várzea
No fim das contas, o futebol amador de Belo Horizonte é isso: raiz, tradição, festa e emoção. É o bairro defendendo suas cores, é a rivalidade saudável, é o talento brotando da terra vermelha.
Se o profissional é espetáculo, a várzea é alma. E BH sabe preservar essa essência como poucas cidades no Brasil.
Então da próxima vez que você ouvir um batuque de tambor vindo de um campinho de bairro, não pense duas vezes. Encoste lá, compre uma cerveja, torça como se fosse final da Champions. Porque pode acreditar: na várzea, todo gol é um gol de placa.
FAQ – Perguntas frequentes sobre o Futebol Amador BH
O que é o futebol amador BH? É o conjunto de campeonatos e torneios de várzea organizados em Belo Horizonte e região metropolitana. São jogos de bairro, mas com muita rivalidade, organização e até chances de revelar craques.
Como funciona a Liga Não Filiados? Criada em 2017, ela reúne quase 300 times e 5 mil jogadores de BH e região. Organiza campeonatos com tabelas, árbitros oficiais e mata-mata em estilo Libertadores. Para participar, é só inscrever o time (normalmente via contato oficial: liganaofiliados17@gmail.com).
Quais os times mais fortes da várzea de BH? Monte Verde, Pedreira, Recanto Azul, União Leste e vários outros figuram sempre entre os mais comentados. Mas como na várzea tudo é equilibrado, todo ano aparecem zebras que surpreendem e viram sensação.
A várzea de BH já revelou jogadores profissionais? Sim! Atletas como Churrasco e Wilsinho começaram jogando na várzea e depois brilharam no futebol profissional de Minas Gerais. Muitos olheiros observam as competições em busca de talentos.
Qual é o torneio mais importante da várzea em BH? O Campeonato Mineiro Amador é o principal, considerado a “Libertadores da Várzea”. O campeão ainda disputa a Recopa Amadora contra o vencedor da tradicional Copa Itatiaia.
Onde posso assistir jogos do futebol amador em BH? Praticamente todo final de semana tem jogo em bairros como Barreiro, Venda Nova, Santa Luzia, Contagem e muitos outros. Basta ficar atento aos grupos e páginas de Facebook/Instagram dos times e ligas, que divulgam horários e locais.
Quanto custa para assistir a um jogo da várzea? Nada! Os jogos são gratuitos. O que você vai gastar é com a cerveja gelada, o churrasquinho e, claro, aquela vaquinha para o “refri do juiz” no intervalo.
A disputa da Copa Rio de 1951 segue sendo um dos assuntos mais polêmicos do futebol brasileiro, principalmente pelo debate nacional em torno do reconhecimento do título mundial que os torcedores do Palmeiras garantem ter, coisa que todo mundo discorda. Campeão do torneio, o clube alviverde até tentou ser reconhecido pela FIFA como “campeão mundial”, mas, como a entidade nunca validou esse pedido, se tornou motivo de chacota, com direito a musiquinha tirando sarro.
Mas, antes de tudo, o Camisa 12 vai contextualizar todas as informações da Copa Rio de 1951, desde sua criação até os resultados que consagraram o Verdão como o vencedor final da competição. Com base nisso, você decide de qual lado escolherá.
A ideia de criar um Mundial de Clubes surgiu da própria FIFA, no início dos anos 1950, por conta do relançamento da Copa do Mundo de 1950, disputada no Brasil, depois de um longo tempo interrompido por conta da Segunda Guerra Mundial. Ou seja, a entidade queria suprir os anos que a competição ficou parada e, para que o futebol voltasse a ser “moda”, estava imaginando a criação de uma nova competição, mas, desta vez, com clubes e não seleções.
Contudo, quem decidiu desenvolver a disputa foi a Confederação Brasileira de Desportos (CDB), entidade que comandava o futebol brasileiro antes da CBF. Nomeada como Copa Rio Internacional, a competição foi estruturada para ocorrer em julho, tendo como objetivo reunir apenas agremiações campeãs dos países que participaram da Copa do Mundo entre seleções.
Na época em que inventaram criar esse novo torneio, vários jornalistas questionaram ao então presidente da FIFA, Jules Rimet, sobre qual seria o envolvimento da entidade na preparação do campeonato, e, de imediato, ele respondeu que não estavam colaborando. Contudo, no ano seguinte à realização da Copa Rio, o próprio Jules Rimet concedeu uma entrevista ao jornal Sports, declarando que a criação e organização de uma competição não precisaria de um aval oficial da FIFA, principalmente quando se trata de um torneio disputado por clubes.
Na época, o objetivo da CDB era evitar que os brasileiros perdessem o encanto pelo futebol, principalmente após a final da Copa do Mundo de 1950, quando perderam por 2 a
1 para o Uruguai, em pleno Maracanã lotado, e que até hoje é conhecida por “Maracanazo”, a segunda maior vergonha da Seleção Brasileira, já que a primeira foi o 7 a 1 para a Alemanha, no Mineirão, na semifinal de 2014.
De forma independente, a CBD enviou convites para as equipes que eles gostariam que participassem, distribuindo-as em dois grupos:
Grupo Rio de Janeiro: Vasco da Gama, Áustria Viena (AUT), Nacional (URU) e Sporting (POR).
Grupo São Paulo: Palmeiras, Juventus (ITA), Nice (FRA) e Estrela Vermelha-SRB.
Após toda a disputa da fase de grupos, Palmeiras, Vasco, Juventus e Áustria Viena avançaram às semifinais e, após os confrontos, sobraram apenas os italianos e paulistas, que garantiram vaga na grande final e decidiriam o título.
Decisão
A grande final da Copa Rio de 1951 foi disputada entre Palmeiras e Juventus, com jogo de ida e volta, com um leve favoritismo por parte da torcida para o time brasileiro. Por que será, hein? No primeiro confronto, o Verdão venceu por um placar simples de 1 a 0, mas o bastante para garantir a vantagem do empate para a partida de volta. E parece que os paulistas estavam dispostos a conseguir esse resultado, visto que o segundo jogo terminou em 2 a 2, agremiação alviverde consagrada a campeã da primeira edição do torneio.
Na época, a imprensa brasileira destacava o grande feito do Palmeiras, frequentemente se referindo ao clube, em suas manchetes, como “campeão mundial”. Muitos desses veículos de comunicação chegaram a considerar o título alviverde como o maior feito do futebol nacional, superando até a conquista do Vasco, em 1948, quando o Cruzmaltino venceu o Campeonato Sul-Americano de Campeões.
Passada as comemorações, chegou a época do Palmeiras lutar para ser reconhecido como campeão mundial, já que, para muitos, a Copa Rio de 1951 foi a primeira Copa do Mundo de Clubes da história. É importante ressaltar que o Verdão tentava desde 2001.
Os dirigentes alviverdes tentaram dar “uma cartada” em março de 2007, apresentando um fax enviado e assinado pelo então secretário-geral da FIFA, Urs Linsi, ao presidente da CBF na época, Ricardo Teixeira. No documento, a entidade reconhecia a edição da Copa Rio organizada em 1951 como a primeira versão de um Mundial de Clubes. O Palmeiras chegou a comemorar (novamente) este feito e anunciou novas festas pela confirmação, mas a alegria tinha data de validade.
Por conta da repercussão do caso, onde outras equipes buscavam um reconhecimento semelhante e temendo que a situação se alastrasse e gerasse mais pedidos, foi decretado que o reconhecimento estava suspenso, e, mais uma vez, o Palmeiras precisaria correr atrás do seu tão sonhado título mundial. Mesmo com todos esses pedidos, dossiês, documentos comprovatórios, a FIFA não considera oficialmente a Copa Rio de 1951 como um Mundial de Clubes, nos moldes que eram disputados até 2024.
Mudança da FIFA
Recentemente, a FIFA decidiu fazer uma reclassificação no antigo formato do Mundial de Clubes como “Intercontinental”, o que afetaria todos os clubes que já conseguiram vencer a competição entre vários clubes do planeta. A entidade máxima do futebol oficializou a atual Copa do Mundo de Clubes como a única competição válida para definir o campeão mundial. Por conta disso, apenas o Chelsea, vencedor da edição de 2021 e concorrente do novo torneio, foi declarado como o primeiro e, até o momento, único campeão do novo formato.
Com a mudança, os torcedores palmeirenses possuem a chance de retribuírem as zoações dos adversários, visto que agora nenhum time brasileiro conseguiu conquistar o mundo (pelo menos por enquanto).
Com isso, você, torcedor palmeirense, já comece a fazer a lei da atração e a se preparar para mais uma possível festa para comemorar o título mundial. Mas é importante sempre lembrar: NÃO DEIXE DE ACOMPANHAR O CAMISA 12.
Lembra de quando, onde e por que se apaixonou por futebol? Provavelmente, a primeira coisa que vem à mente é a influência de um familiar ou dos amigos. Mas, na real, muitas vezes a faísca inicial vem dos jogadores icônicos, aqueles craques que marcam uma geração, tipo Ronaldinho Gaúcho, Ronaldo Fenômeno, Cafú ou Neymar. E a magia acontece por causa dos sentidos, dos cortes de cabelo e, claro, das camisas!
A influência sensorial dos craques no torcedor
Os melhores berçários ensinam as crianças através de experiências sensoriais: o olhar, o toque, o ouvir. É assim que elas desenvolvem a capacidade de concentração e definem no que vão focar. Mas onde o futebol entra nos sentidos de uma criança?
Pensa só: quando o Ronaldinho tocava na bola e a arquibancada inteira se levantava, cheia de expectativa pelo que o Bruxo ia aprontar; ou em casa, quando o Neymar driblava meio time pra fazer um golaço e o pai ia à loucura. Essa é a essência!
Drible: o melhor amigo do torcedor
Quando um jovem torcedor assiste a uma partida de futebol, seja pela TV ou no estádio, ele ainda não tem idade pra entender toda a complexidade do jogo. O que o atrai é o espetáculo! E esse espetáculo surge da arte que os jogadores colocam em campo: o drible, o gol acrobático, o entusiasmo da torcida quando os craques que tanto admiram tocam na bola.
O torcedor mirim fica vidrado nos dribles, nos gols históricos, nas grandes jogadas e naqueles jogadores que lideram um time a grandes conquistas, marcando, no fundo, uma geração. Nomes como Ronaldinho, Neymar ou Kaká impressionaram torcedores brasileiros e de todo o mundo, levando o Brasil a grandes vitórias, como o Mundial de 2002. Isso faz o povo sair pra rua e, consequentemente, os jovens formam suas primeiras memórias inesquecíveis do futebol.
Imitar o moicano do Neymar: a moda que virou paixão
Crianças têm a imaginação a mil. Elas conseguem passar horas sozinhas, apenas na companhia de suas mentes inocentes. Então, quando pegam a bola e vão jogar, elas se lembram dos seus ídolos, dos tais jogadores icônicos, e tentam copiar cada passo, toque, drible ou jeito de chutar.
Na escola ou na rua, jogando com os amigos, é comum ouvir: “agora sou o Ronaldo” ou “agora sou o Vini Jr”. Eles quase incorporam a aura daqueles futebolistas que tanto admiram, sonhando em um dia ser como eles. Mas a influência vai além da bola no pé. A forma como os craques se vestem, os acessórios que usam, a tecnologia que possuem e os penteados que adotam são frequentemente imitados pelos jovens torcedores. Talvez, não haja exemplo melhor do que Neymar, que no início dos anos 2010 usava o famoso moicano, copiado por milhares de crianças em todo o mundo, mas principalmente no Brasil. É a prova de como um estilo pode virar febre e reforçar a conexão com o ídolo.
A idolatria aos jogadores
A primeira paixão a gente nunca esquece, e com ela, muitas vezes, vem a obsessão, algo bem comum no futebol. O jovem torcedor que admira a comemoração do Kaká, as defesas do Júlio César, ou a bicicleta do Romário, começa a ter pôsteres dos jogadores no quarto. Coleciona figurinhas, assiste por horas a vídeos das melhores jogadas no YouTube e até incorpora traços de personalidade baseados no que o jogador demonstra.
Os pais gastam centenas de reais em camisas, calções e outros adereços que os futebolistas usam, tudo para agradar o filho e aproximá-lo do ídolo. E por mais que a família ou os amigos tentem a influenciar a criança a torcer para um time, se ela já idolatra um jogador… pronto, não tem jeito. Muitas crianças, cada vez mais, apoiam os times dos jogadores que mais admiram, ao contrário do que acontecia há algumas décadas, quando a influência do círculo próximo era maior.
A dimensão coletiva dos craques
Os jovens são criaturas de imitação, e no futebol, é nos estádios que isso começa. O entusiasmo de levar a camisa do jogador preferido para o jogo e ver as grandes multidões cantando, empurrando o time, entoando os cânticos, apaixona qualquer criança e a fixa como torcedora do clube para sempre. Agora, com a comunidade online, eles entram em discussões com amigos ou até desconhecidos para defender o próprio time ou os craques que tanto admiram, além de consumir muito conteúdo que envolve os jogadores.
Um ídolo fica para sempre
Primeiro, a paixão surge pelos sentidos, pelo olhar, pela emoção. Depois, vem a admiração pelos dribles e pelas grandes jogadas em campo. Surge, então, a imitação: os cortes de cabelo e a diversão com os amigos nas ruas. Vêm as camisas, os pôsteres, as figurinhas e, depois, o estádio e o apoio ao clube.
Tudo isso começa em idades muito jovens, bem antes mesmo de a criança saber em qual time aquele jogador competia. Mal ela sabia que já seria torcedora para a vida, influenciada por um nome que fica marcado na história do futebol. Essa é a força dos ídolos: eles não apenas jogam bola, eles moldam paixões e criam legados que duram para sempre na alma do torcedor.
E você? Qual foi o ídolo que fez nascer a sua paixão pelo futebol? Conte nos comentários!
“Lê lê ô. Lê lê lê ô. Torcida Independente é a força tricolor”. Essa música é praticamente um hino da maior organizada do São Paulo Futebol Clube. A Independente é o pulmão que não cansa. Quem cresceu indo ao Morumbi sabe: tem dia que o jogo vira ali atrás do gol, no grito teimoso que não aceita a derrota.
É faixa, bandeirão, bateria e uma ideia que veio pra ficar desde 1972. Aqui o papo é de arquibancada, bem são-paulino, com informação de quem respeita a história: fundação, rituais, cantos”, rivalidades, as brigas que marcam cicatrizes e lições, os eventos e caravanas, loja e cadastro pra quem quer entrar no miolo da comunidade.
Independente: fundação da torcida em 1972 – o dia em que a arquibancada escolheu ser dona do próprio passo
Vamos falar como se a gente estivesse na lanchonete da esquina depois do jogo, beleza? Antes de virar símbolo do Morumbi, a Independente foi atitude. No começo dos anos 70, tinha uma rapaziada que vivia o São Paulo por dentro, sabia onde doía e onde brilhava.
Essa turma olhou pra arquibancada e pensou: dá pra fazer mais. Não era birra, era visão de quem amava o Tricolor. Tinha ruído com a TUSP, tinha vontade de organizar melhor, tinha fome de autonomia. A decisão foi simples no papel e gigante na prática: criar uma organizada com nome, corpo e rotina. A própria “Indê” conta isso na história da torcida.
Estatuto, sede, bateria, escala de mastro, revezamento de instrumentos, cada um com função. E um código que todo mundo aprendia rápido: chegar cedo, ocupar o setor, cantar o jogo inteiro, guardar o material como quem guarda taça. Sem glamour. Mó trampo.
Imagina a cena. Terça à noite, gente saindo do serviço e indo pra sede costurar faixa. Quarta, ensaio de bateria no eco da sala, acerto de virada, escolha de coro. Quinta, vaquinha pra comprar tecido, tinta, cabo, fita.
Sexta, corre da caravana, lista de presença, quem leva o surdo, quem pilota a Kombi. Sábado, arrumar tudo, combinar entrada, revisar recado. Domingo, o show. Quando a bola rola parece fácil, mas todo gol cantado nasceu de semana puxada. É por isso que a Torcida Organizada Independente virou mais que nome. Virou “um sentimento que jamais acabará”.
O mapa sem placa do Morumbi
Quem é da casa sabe. O estádio tem a tal da geografia afetiva. A área da Torcida Independente é o ponto de encontro de quem foi pra torcer de verdade. É dali que sai a pulsação que organiza a cabeça do time e encurta a perna do adversário.
Corredor do bandeirão
É a avenida da festa. Pano pesado, dobra certa, sinal de mão, respiro combinado. Quando abre, vira teto. Quem fica embaixo sente outro clima. Não é só bonito. É pertencimento.
Espaço da bateria
Não é apenas espalhar instrumento e pronto. Tem desenho de som. Surdo marcando passo, caixa guiando, repique chamando detalhe. Cada peça num ponto pra não embolar. Fecha o olho e você aponta de onde vem a virada.
Área da faixa
Ali é conversa. Pode ser abraço num moleque da base, pode ser cobrança em semana ruim, pode ser a ironia que a cidade inteira vai repetir na segunda. Não precisa exagerar. Precisa de timing.
As brigas da Independente que marcaram a memória
Torcida organizada é feita de gente de verdade. Tem um capítulo lindo, mas também tem cicatriz. Abaixo, as brigas principais que viraram divisor de águas — sem romantizar nada, porque briga não é troféu, é trauma.
1995 — “Batalha do Pacaembu” (Palmeiras x São Paulo, final da Supercopa de Juniores)
Clima tenso, Pacaembu em obra, muita coisa solta no entorno. A confusão estoura e vira confronto generalizado entre Mancha Verde e Independente. O saldo é pesado: um torcedor do São Paulo morto, Márcio Gasparin da Silva (16 anos), e mais de 100 feridos (relatos variam entre 101 e 102). O caso virou marco no país.
Consequências imediatas: o Ministério Público de SP pediu a extinção das duas organizadas; depois, elas voltaram com novos arranjos jurídicos e nomes (Mancha Alvi Verde e Torcida Tricolor Independente). O episódio também abriu caminho pra um pacote de restrições e maior controle estatal sobre torcidas. Anos depois, esse histórico ajudou a pavimentar a adoção de torcida única em clássicos paulistas.
2016 — Confusão no entorno do Morumbi (SPFC x Atlético Nacional, Libertadores)
Após o jogo, rola choque entre Independente e Polícia Militar nos arredores do estádio. O blog do Perrone (UOL) registrou as duas versões: de um lado, Baby (líder da organizada) acusando abordagem agressiva da PM; do outro, o 2º Batalhão de Choque relatando policiais feridos e negando premeditação da torcida. Fica o registro do confronto e da disputa de narrativas.
2019 — Briga interna na Praça da República (SP)
Não foi contra o rival: grupos da própria organizada entram em confronto no centro de São Paulo, poucas horas antes de um jogo no Morumbi. A ESPN reportou mais de 400 envolvidos e 7 detidos. Caso dolorido pra quem ama a cultura de arquibancada, porque mostra que vigilância interna e acolhimento de novato não são detalhe: são necessidade.
2016 em diante — “Torcida única” nos clássicos paulistas
Por causa de repetidos episódios de violência, o Estado adota torcida única nos clássicos a partir de abril de 2016. Debate é quente até hoje: segurança versus perda de essência. Fato é que a medida nasceu como resposta direta a um acúmulo de brigas — e segue sendo defendida pelo MP-SP como prevenção. Houve exceções pontuais, mas a regra geral ficou.
O que a torcida fez com isso (e por que importa)
Não tem como falar só da festa e fingir que as cicatrizes não existem. A reação da comunidade, ao longo do tempo, passou por regras internasmais firmes, parceria com quem organiza caravana, orientação de setor, acolhimento de quem vai pela primeira vez e menos espaço pra “herói” fora de hora. Quando passa do ponto, perde todo mundo: família se assusta, criança deixa de ir, o futebol fica menor.
Em paralelo, a Independente manteve e ampliou o lado que quase não aparece na TV: o Departamento Social. Tem rotina semanal de doação de refeições a pessoas em situação de rua, com registros de noites passando das 400 marmitas distribuídas num único plantão. Também rolam campanhas de inverno, brinquedos e kits de higiene pelos núcleos regionais.
Projetos sociais da Torcida Independente: a ponte com a cidade
“Se cada UM fizer um pouquinho.. JUNTOS, faremos muito!”
E tem número prático: em posts do Departamento Social, aparecem registros de 400 refeições distribuídas em uma única noite fria — tudo feito com um time de voluntários, insumo arrecadado e muito corre. É o tipo de ação que pouca gente vê, mas que quem recebe não esquece.
Além das marmitas, os núcleos regionais fazem campanhas de agasalho, brinquedos e kits de higiene ao longo do ano. A regra é direta: quem não pode estar na rua, ajuda no PIX, carrega, divulga, faz ponte. (As agendas sociais e os contatos aparecem nos perfis oficiais do Departamento Social.)
Escola de samba: Independente Tricolor, do setor ao Anhembi
A escola nasceu como extensão cultural da arquibancada e ganhou CNPJ próprio, barracão e calendário. Fundada em 13 de outubro de 2010, a Independente Tricolor carrega as cores vermelho, branco e preto e é oriunda da Torcida Tricolor Independente.
Identidade e bastidores
Sede na Vila Guilherme, bateria ensaiando forte, alas que misturam comunidade e quem vem do futebol. Na diretoria, o “Batata” (Alessandro O. Santana) virou referência de gestão recente; a escola se organiza de barracão, quadra, projetos e comunicação própria.
Da estreia às noites grandes
Depois de começar nos grupos de base, a Independente Tricolor viveu seu momento de vitrine ao desfilar no Grupo Especial em 2018. Foi um ano de aprendizado duro: rebaixamento e retorno ao Acesso no ciclo seguinte.
Hoje, o foco
O projeto segue competitivo no Acesso 1 com enredos autorais, ala musical experiente e barracão que vem ganhando corpo a cada temporada.
No papel e na prática, a escola mantém o DNA de arquibancada, mas trabalha com cabeça de carnaval: cronograma, comissão de carnaval, comunidade perto e pé no chão para voltar ao Especial.
Apito final: por que a Independente segue símbolo de paixão
Da ata de 1972 ao corredor do bandeirão, a torcida Independente construiu uma cultura que não depende do placar. Organização, ensaio, logística, código de setor. O estádio reconhece pelo som antes de ler a faixa. É a arquibancada que trabalhou na terça, arrecadou na quinta, viajou no sábado e cantou no domingo. Festa com método, emoção com roteiro.
As cicatrizes existem e não são rodapé. O Pacaembu de 1995, os choques mais recentes, as brigas internas. Tudo isso cobrou revisão de rota: regras mais firmes, acolhimento de novato, parceria em caravana, vigilância interna. O recado ficou claro para quem ama o São Paulo e a arquibancada de verdade: provocação faz parte, violência não. Quando passa do ponto, perde o futebol inteiro.
Ao mesmo tempo, a Independente ampliou o que a TV quase não mostra: projetos sociais semanais, campanhas de inverno, kits de higiene, núcleos mobilizados pela cidade. É uma torcida que vira ponte. E quando a cidade se sente cuidada, o estádio canta mais alto. O ciclo se fecha.
A Independente segue símbolo porque não terceiriza o que acredita. É barulho com propósito, memória com responsabilidade, São Paulo no centro. Apita o juiz e a turma ainda está lá, guardando faixa como troféu, pronta para a próxima noite.
Representando identidade, pertencimento e paixão por um clube, as torcidas organizadas são um fenômeno sociocultural que demonstravam que o amor iria muito além dos 90 minutos disputados em uma partida de futebol. Contudo, a situação mudou com o tempo e as uniformizadas passaram a ter ligações com incidentes de hooliganismo e violência no futebol, transformando totalmente a imagem criada inicialmente.
Utilizando a justificativa de ajudar o time com a ter forças em campo e intimidar o adversário, seu objetivo principal é apoiar os seus devidos clubes. Mas por conta da violência constante ligada as torcidas organizadas, o governo brasileiro estabeleceu o Estatuto do Torcedor, lei que regulamenta as uniformizadas, dando-lhes direitos e deveres à serem seguidos.
Por conta sua forte influência dentro e fora dos estádios, o Camisa 12 vai ter explicar todas as nuances deste tema, que deveria ser mais evidente no país.
Origem
Parte da história do futebol brasileiro, as torcidas uniformizadas começaram a aparecer no início dos anos 1940, porém foi na década de 60 que elas conseguiram ganhar mais visibilidade, mas de uma maneira positiva. Graças ao espetáculo nas arquibancadas, as organizadas transformam o ambiente em algo vivo, parecendo um coração pulsante, com cantos durante toda a partida, faixas e bandeirões, acabando com o falta de entusiasmo do local.
Habitualmente com códigos próprios, vestimentas, normas de conduta e até mascote próprio, as associações transformaram rapidamente em empresas, que começaram a comercializar este amor com produtos próprios.
Ao longo das décadas seguintes, as organizadas começaram a se envolver em campanhas beneficentes, arrecadando doações de alimentos e roupas, além de apoiar causas sociais, transformando-se em um agente social ativo nas comunidades e participando cada vez mais das ações dos clubes.
Violência e rivalidade extrema
A rixa entre os clubes saiu de dentro do campo para as arquibancadas, chegando a ultrapassar as paredes dos estádios. Muitas torcidas participam de confrontos desde brigas entre membros de torcidas rivais, até confrontos com a polícia, que incluem depredação do patrimônio público, tornando-se tornando cada vez mais constantes nos noticiários.
É importante salientar que os embates entre as torcidas não são acidentais ou despretensioso, e sim marcados com antecedência pelas redes sociais ou grupos fechados. Esses choques ocorrem por muitas vezes longe dos estádios, em pontos bastante movimentados, como: estações de metrô, terminais e pontos de ônibus, além dos arredores que dão acesso aos estádios, tornando a situação bastante complicada para as autoridades tentar controlar a situação.
Por conta desses problemas, os estádios se tornaram um lugar hostil, afastando as famílias, crianças e boa parte da torcida por conta da violência, prejudicando a imagem da modalidade.
Em alguns clássicos nacionais, as autoridades exigem que a disputa tenham apenas uma torcida nas arquibancadas, evitando confrontos (pelos menos nos estádios), arruinando o espetáculo.
Casos extremos
Infelizmente alguns casos terríveis ficaram marcados na história do futebol brasileiro, episódios esse que, mostram o quanto essa ideia de rivalidade transformam o amor pelo esporte em uma tragédia.
Batalha do Pacaembu, em 2012 – No clássico paulista entre Palmeiras e Corinthians, as uniformizadas se enfrentaram nas arquibancadas e nos arredores do Pacaembu. Entre as cenas captadas pela mídia, a selvageria rolava solta com cadeiras arrancadas e brigas cara a cara, interrompendo a partida em certo momento.
Confronto na Arena Joinville, em 2013 – Durante uma partida decisiva que poderia decretar o rebaixamento do Vasco, membros das organizadas do Cruzmaltino e do Athletico-PR batalharam dentro do estádio, com agressões brutais, utilizando pedras, paus e muito sangue jorrando no gramado, um verdadeiro show de horrores. As imagens chocaram o Brasil, interrompendo o confronto por mais de uma hora.
Caso do vaso sanitário, em 2014 – Um dos incidentes mais chocantes sobre brigas entre torcidas organizadas, é a morte de Paulo Ricardo Gomes da Silva, atingido por um vaso sanitário durante um confronto aos arredores do Estádio do Arruda.
Integrante da Torcida Jovem, organizada do Sport, Paulo foi apoiar uma torcida “irmã”, durante o jogo entre Santa Cruz e Paraná, pela terceira rodada da Série B. Após o fim da partida, o rapaz de 26 anos foi mortalmente atingido por um vaso sanitário, arremessado durante o confronto. Três pessoas foram condenadas por homicídio consumado.
Esses são apenas alguns dos milhares de exemplos que são vistos ao longo dos anos, demonstrando toda periculosidade que alguns atos mascarados de amor podem acarretar.
O prejuízo à imagem do futebol, as torcidas organizadas é um problema real e grave, porém não podem ser generalizadas e não incriminar pessoas que tentam dar brilho as arquibancadas. É importante ressaltar que a maioria dos membros não participam ativamente dos atos de violência, mas que são marginalizados por muitas vezes pela mídia e boa parte da opinião pública, dificultando o diálogo e reconhecimentos de atitudes sociais positivas.
A contratação e apresentação de Eberechi Eze no Arsenal se podem traduzir numa palavra: amor. O inglês reforçou o clube do coração, depois de estar ligado a uma mudança para o Tottenham, eterno rival dos “gunners”. Toda a narrativa criada à volta da transferência, inclusive o anúncio aos torcedores, nas redes sociais ou em pleno gramado, baseia-se na paixão de um jogador por um clube.
Ficou público desde criança que Eze é torcedor do Arsenal. O jovem de Londres falou que tinha Thierry Henry como ídolo e numa entrevista aos meios dos “gunners” a lenda francesa enviou-lhe uma mensagem em vídeo. Ficou na cabeça a reação do inglês. “Às vezes estragamos as coisas com palavras. Só sentir. Ele tem uma estátua à porta do estádio”.
Muitas vezes vemos os jogadores a dizerem que gostam de um clube para parecer bem, mas no caso de Eze o sentimento pelo Arsenal transparecia no olhar. A reação foi certeira, emocional e ainda pela voz da criança que via os jogos pela televisão. Agora é ele o protagonista.
No anúncio da contratação, Ian Wright aborda as questões retóricas, aquelas que não precisam de resposta, e volta a tocar no ponto de que, por vezes, não precisamos de palavras para que algo seja explicado. Eze “responde” a uma série de questões colocadas pela lenda do Arsenal com um “obviamente”.
Não é preciso perguntar a Eze o sentimento que ele tem ao representar o clube de coração. É simples de entender se está feliz, orgulhoso ou se concretizou o sonho. “Obviamente”, diria-nos.
Agora, porque levanto este tema?
Sinto que no futebol moderno vai-se perdendo cada vez mais o amor a um clube. Vemos jovens a trocar o clube do coração pelo dinheiro da Arábia Saudita, ou craques a mudarem-se para o rival como se nada fosse. Já não há aquela mística do antigamente, aquela garra de defender um escudo como se a tua vida dependesse disso.
Talvez, de vez em quando, vão aparecendo casos destes. Eze é, sem dúvida, um deles. não é por simpatizar com o Arsenal que esta transferência me toca, mas sim por entender que há um jogador a estar onde sempre quis, outrora um miúdo com um sonho.
E agora, do lado de quem apoia o Arsenal em Portugal, quero acreditar nos rumores em que Eze terá ligado a Mikel Arteta para saber da possibilidade de se transferir para o Arsenal, porque a mudança para o Tottenham estava quase finalizada.
Só espero que o adulto do hoje orgulhe a criança do ontem.
O futebol é o principal esporte do planeta e, sem precisar de muito esforço, arrasta multidões onde quer que a bola esteja rolando. Conquistar títulos é importante, claro, mas são as vozes que ecoam nos estádios, os mantos vestidos com orgulho em qualquer lugar que vá e o amor das arquibancadas que realmente dão vida ao espetáculo. Afinal, os torcedores são o verdadeiro coração de um time.
E como toda grande paixão, o futebol também alimenta debates entre os torcedores sendo um deles: Qual é o time com a maior torcida do mundo? O Camisa 12 foi atrás dessa resposta e acabará de vez com a sua dúvida e te contará algumas curiosidades sobre esse tema que move e encanta milhões de pessoas ao redor do planeta.
Mesmo com o crescimento significativo do futebol europeu nos últimos anos, impulsionado principalmente por reunir grandes craques internacionais em seus elencos, a América Latina ainda mostra que, quando o assunto é paixão e entrega pelo clube ultrapassa os noventa minutos e até as paredes dos estádios, transformando-se em identidade do time.
Para descobrir qual clube tem a maior torcida do mundo, diversos fatores são levados em consideração. Além do levantamento do número de torcedores espalhados pelo planeta, entram na conta dados como presença e engajamento nas redes sociais, algo importante nos dias de hoje.
O marketing pesa, claro, mas outro ponto fundamental é a média de público nos estádios. Muitas equipes seguem enchendo arquibancadas jogo após jogo, mostrando que têm uma base sólida e, podendo até dizer, fiel, que acompanha o time na alegria de um título e até na dor de um rebaixamento.
Como se trata de uma pesquisa que busca identificar a maior torcida do mundo, a popularidade dos clubes tanto em seus países quanto no exterior também conta. A história, os títulos e a identificação cultural ajudam a atrair novos torcedores, criando verdadeiras comunidades apaixonadas mesmo em terras distantes.
As 10 maiores torcidas do mundo
1º Barcelona (Espanha) – 58,2 milhões.
Liderando o ranking mundial, o time catalão conquistou milhões de torcedores ao longo dos anos, principalmente na era de Lionel Messi (saudades trio MSN), que encantava dentro dos gramados e deixava marcas profundas em que acompanha constantemente o futebol.
Com um estilo de jogo encantador, conhecido com “tic-tac”, o Barça se tornou uma marca global, que conta com uma gigante torcida espalhada pelo mundo.
2º Flamengo (Brasil) – 42 milhões
Dona da maior torcida do Brasil e de uma das maiores do planeta, a Nação Rubro-Negra é um espetáculo à parte. Reconhecida mundialmente pela paixão incondicional, a torcida do Flamengo atravessa fronteiras. Onde houver uma colônia brasileira, é quase certo que haverá um flamenguista exaltando e defendendo, com orgulho, que seu time é o melhor do mundo.
Adepta às bandeiras, às festas nas ruas e ao show nas arquibancadas, a torcida do Mengão é um verdadeiro fenômeno cultural. E como já diz o hino, cantado com o peito estufado: “Uma vez Flamengo, sempre Flamengo.”
3º Chivas Guadalajara (México) – 33,8 milhões
Orgulho do futebol mexicano, o Chivas é um verdadeiro fenômeno que ganhou notoriedade mundial, graças à sua política interna única: o clube só atua com jogadores nascidos no México. Essa filosofia reforça os laços com a torcida, valoriza os talentos locais e desperta admiração até fora das fronteiras nacionais.
Ao apostar em suas raízes, o Chivas conquistou não apenas títulos, mas também respeito e uma legião de torcedores espalhados pelo planeta. Um clube que é mais do que futebol, é identidade nacional de um povo.
4º Corinthians (Brasil) – 32,2 milhões
“Aqui tem um bando de louco, louco por ti Corinthians. Para aqueles que acham que é pouco, eu vivo por ti Corinthians.” A canção ecoa como um mantra por onde o Timão passa, resumindo bem o espírito da Fiel.
O Corinthians carrega uma das maiores e mais apaixonadas torcidas do mundo. Em qualquer canto do Brasil, há corintianos que transformam simples partidas em verdadeiras decisões. Todos sabemos que é um amor sofrido, intenso, mas absolutamente devotado ao ‘Time do Povo’. Onde o Corinthians vai, a Fiel vai atrás, por muitas vezes fazendo história nas arquibancadas.
5º Real Madrid (Espanha) – 31,3 milhões
Com uma bela história de conquistas, o maior campeão da Champions League possui milhões de adeptos espalhados pelo planeta. Da Europa à Ásia, o branco do clube merengue é respeitado e amado ao redor do mundo.
6º Manchester United (Inglaterra) – 30,6 milhões
Longe de ser aquele velho clube temido, o United permanece sendo um gigante mundial. O clube que já teve Cristiano Ronaldo, David Beckham e Rooney no elenco, possui a maior torcida internacional entre as equipes inglesas, que seguem acreditando na recuperação e no retorno dos dias de glória.
7º América (México) – 26,4 milhões
Outro gigante do futebol mexicano, o América possui uma grande legião de torcedores apaixonados, que transformam as ruas em um campo de guerra, por conta de uma rivalidade no clássico nacional contra o Chivas.
8º Borussia Dortmund (Alemanha) – 23 milhões
Podemos dizer que está é a torcida mais apaixonada do planeta. A muralha amarela é conhecida pela sua fidelidade e show nas arquibancadas, com mosaicos impressionantes que se tornaram a identidade do clube.
9º Chelsea (Inglaterra) – 21,4 milhões
Possivelmente muito incentivado pelos títulos recentes, o Chelsea tem conquistado milhões de fãs espalhados pelo planeta. Atual campeão mundial, o clube londrino possui uma das torcidas mais barulhentas do mundo, o que pode ser uma arma secreta na hora de entrar em campo, já que as vibrações são todas ao seu favor.
10º Bayern de Munique (Alemanha) – 20,7 milhões
Maior campeão alemão, a torcida dos bávaros assusta em qualquer local do mundo. Forte, organizada e até exigente, os torcedores do Bayern são presenças constantes em qualquer ranking sobre o assunto.
As maiores torcidas do mundo são formadas por histórias, culturas e paixões que ultrapassam fronteiras. Seja entre gigantes europeus ou clubes latino-americanos, a força das arquibancadas se manifesta diariamente nas ruas, nas redes, nos cantos e nas cores.
O futebol pode até ser decidido em 90 minutos, mas, para o torcedor, ele é vivido 24 horas por dia, afinal quem ama carrega o brasão do clube não só na camisa, mas tatuado no coração.