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  • Torcida do Galo: quando a cidade vira estádio e o estádio vira coro

    Torcida do Galo: quando a cidade vira estádio e o estádio vira coro

    A torcida do Galo é parte da alma de Belo Horizonte. Quem vive a cidade reconhece o som, as cores, o jeito. A torcida atleticana é bairro, família, estrada e estádio.

    Neste especial do Portal Camisa12, a gente conta essa história com pé no chão e dado na mão. Vamos mostrar quando e como a arquibancada virou cultura, quem fundou a principal organizada e em que dia isso aconteceu, quais músicas viraram marca, com quem a Massa caminha nas alianças e qual é o tamanho real da torcida hoje.

    Saiba aqui todas as curiosidades sobre a história da torcida do Atlético Mineiro, o Galo mais querido do Brasil!

    Torcida do Galo: origem popular e o passo para a organização

    O jeito de torcer nasceu nas “gerais” do Mineirão nos anos 60 e 70, com charanga dando o compasso e o estádio respondendo em coro. O costume era chegar cedo, marcar setor, cantar os 90 minutos e cuidar das faixas e instrumentos. 

    Esse hábito virou método quando grupos passaram a ensaiar, definir repertório e dividir função no dia de jogo. A cultura de bairro e de família virou rotina de arquibancada organizada.

    No início dos anos 80, BH já tinha pequenos agrupamentos atleticanos como Dragões da FAO, Máfia Atleticana, Galo Taxi e Galo Prates, que reuniam de 10 a 30 pessoas e ajudaram a preparar o terreno para algo maior. O estudo do Ludopédio registra esse ambiente e situa a profissionalização da cultura de torcida em Minas nesse período.

    Fundação da Galoucura em 11 de novembro de 1984

    A Galoucura nasceu em 11 de novembro de 1984, em BH, com a ambição explícita de animar o estádio e crescer como organizada do Atlético. O contexto mistura a evolução do “jeito de torcer” com uma década forte do clube em Minas. A bibliografia especializada fixa a data e descreve o salto organizacional dos anos 80.

    Os fundadores da maior torcida do Galo citados em registros públicos são Raimundo José Lopes Ferreira (Mundinho), Paulo César Ribeiro (Melão), Fernando Antônio Fraga Ferreira e José Roberto Fraga Ferreira (Pitanga). O primeiro jogo com a faixa foi um clássico com o Cruzeiro no Mineirão, ainda em 1984.

    Depois vieram sede, bateria, bandeirões, subsedes e uma rotina que a arquibancada conhece bem. Ensaiar na semana, costurar pano em mutirão, definir quem sobe o bandeirão e quem puxa o coro. Guardar material como se fosse taça. É assim que barulho vira cadência.

    Principais torcidas organizadas do Atlético-MG: quem é quem

    Como você deve imaginar, a arquibancada atleticana é plural. Além da Galoucura, seguem ativas torcidas como Galo Metal, GDR Alvinegra, Fúria Alvinegra, Movimento 105, Velha Brigada, PC Galo, Força 13, Camisa 13 e outras. 

    A relação oficial das principais torcidas organizadas do Atlético Mineiro está na própria página oficial do clube. Assim, você pode conhecer outras “TOs” não citadas aqui, mas que não podem ser deixadas de fora.

    Qual é o nome da torcida organizada do Atlético Mineiro

    A pergunta aparece sempre. A resposta direta é Galoucura. Ela não é toda a torcida. Mas é a mais conhecida. Em geral, o estádio identifica primeiro pelo som e só depois pela faixa.

    Músicas da torcida do Galo: Eu Acredito e Caiu no Horto

    O repertório tem dois lemas recentes que viraram identidade (no entanto, isso não exclui gritos mais antigos e também históricos).

    O “Eu Acredito” ganhou corpo nas quartas da Libertadores de 2013, no Independência, antes do pênalti do Victor contra o Tijuana. A expressão virou talismã em noites grandes e reaparece quando o relógio pesa.

    Já o “Caiu no Horto, tá morto” virou bordão entre 2012 e 2016, período em que o Atlético ficou mais de um ano invicto no Independência, de abril de 2012 a 31 de julho de 2013.

    Quer saber ainda mais? O Lance! fez um compilado com os principais cantos da torcida do Galo. Leia e desfrute de um texto repleto de informações interessantes.

    Torcida Atlético-MG: tamanho e os números mais recentes

    Quando o assunto é tamanho da torcida do Atlético-MG, a referência mais atual é a pesquisa O Globo/Ipsos-Ipec 2025. O Atlético aparece com 2,3% da preferência nacional, em empate técnico com Cruzeiro, Vasco e Grêmio dentro da margem.

    O clube também destacou o dado e o recorte de crescimento entre 2022 e 2025, mantendo a taxa de 2,3% no consolidado nacional e mostrando intervalo de confiança do Ipec para o Galo.

    Número ajuda, mas presença confirma. Boa ocupação em jogos grandes, caravanas frequentes e programa de sócios em patamares altos nos últimos anos mostram massa ativa. A estatística vira voz.

    Times aliados do Atlético Mineiro: a rede Galoucura, Mancha Verde e Força Jovem

    Aliança de organizada não é posição oficial do clube. É rede de estrada. A triangulação Galoucura com Mancha Verde (Palmeiras) e Força Jovem (Vasco) é citada de forma recorrente em reportagens e estudos. 

    O especial do UOL explica como essa aliança, conhecida como “Dedo Pro Alto”, se formou desde os anos 80 e por que influencia rotinas de hospitalidade e convivência em dias de jogo.

    Rivalidades e brigas marcantes: datas, locais e desfechos

    A rivalidade com o Cruzeiro é o eixo de tensão em Minas. Três episódios ajudam a entender o histórico recente de violência e as respostas institucionais e judiciais.

    27 de novembro de 2010, Chevrolet Hall, BH

    Briga generalizada envolvendo Galoucura e Máfia Azul termina na morte do cruzeirense Otávio Fernandes, 19 anos. O caso teve ampla cobertura. Em 2011, 12 atleticanos foram denunciados pelo Ministério Público; em 2013, houve condenações por homicídio e formação de quadrilha.

    6 de abril a 22 de novembro de 2013, Independência e Mineirão, BH.


    Clássicos do ano registram confusões no entorno e dentro do estádio, com decisões do STJD e do Ministério Público. Em novembro de 2013, Atlético e Cruzeiro perderam mando em julgamento no STJD por episódios ligados ao clássico, enquanto a promotoria em Minas atuou contra organizadas do Cruzeiro em outros jogos do período.

    6 de março de 2022, bairro Boa Vista, BH.

    Horas antes de um clássico, briga generalizada entre torcidas deixa um morto e feridos.

    Casos como esses geraram ajustes de prática na própria arquibancada: caravanas mais monitoradas, acolhimento de novato, regras de setor mais claras e menos espaço para quem busca confronto. A mensagem é direta. Provocação faz parte do futebol. Violência não.

    Linha do tempo da torcida do Galo

    Anos 60 e 70

    Charanga como metrônomo do Mineirão. Coros espontâneos viram rotina. A cultura de chegar cedo e cantar até o fim se consolida.

    Anos 80

    Surgem e se consolidam agrupamentos. Em 11 de novembro de 1984, a Galoucura é fundada e inicia o processo de profissionalização da arquibancada atleticana.

    Anos 90 e 2000

    Repertório cresce. Bandeirões ficam maiores. Subsedes e caravanas se multiplicam. A rivalidade com o Cruzeiro se intensifica dentro e fora do estádio. Estudos mapeiam esse espelho entre Galoucura e Máfia Azul. 

    2012 e 2013

    Independência vira fortaleza. “Caiu no Horto, tá morto” e “Eu Acredito” entram para o vocabulário nacional. Sequência invicta em casa dura mais de um ano.

    2010–2025

    Casos graves de violência geram punições, condenações e revisão de práticas. Em 2025, o painel Ipec atualiza o tamanho da Massa em 2,3% no cenário nacional, com variações por margem e região.

    Para fechar

    A Massa não é só barulho em dia de clássico. É uma rede de atleticanos que se reconhece no olhar, de avô para neto, de bairro para bairro. É quem guarda faixa antiga em casa, quem pinta a rua antes da final, quem fecha a conta do comércio no entorno do estádio e volta pra casa rouco e feliz. 

    Tem mulher puxando canto, criança no primeiro jogo, consulado do Galo se reunindo longe de BH para ver a bola rolar. Essa base social explica por que o adversário sente o clima antes mesmo do aquecimento.

    Tem também o lado invisível que sustenta a cultura. Grupos que registram a memória em foto e vídeo, que escrevem as letras em caderno, que financiam pano, tinta e instrumento. Gente que organiza vaquinha, carrega mastro, ensaia virada de bateria e depois limpa o setor. 

    Se você tem uma lembrança boa, manda pra gente. O Portal Camisa12 vai seguir nesse especial ouvindo histórias, mapeando cantos pouco conhecidos, contando bastidores de caravanas e dando nome a quem faz a arquibancada acontecer. Porque a torcida do Galo é isso: gente de verdade, trabalho de formiguinha e uma cidade que aprende a cantar junto.

  • Flaco López renova com o Palmeiras até 2029 e revela virada essencial na carreira

    Flaco López renova com o Palmeiras até 2029 e revela virada essencial na carreira

    O Palmeiras blindou seu artilheiro! Em um movimento estratégico crucial, o Verdão anunciou a renovação de contrato do atacante Flaco López, estendendo seu vínculo até dezembro de 2029.

    A notícia é de suma importância para os palmeirenses! Isso porque o acordo garante a permanência de um dos pilares da equipe comandada por Abel Ferreira na temporada por muitos anos.

    Mais notícias do Palmeiras:

    + Abel Ferreira indica renovação com o Palmeiras

    Contratado em 2022, o atacante viveu um início de adaptação turbulenta, mas deu a volta por cima de forma estrondosa.

    “Eu cheguei sendo um menino e ano a ano fui crescendo. Eu acho que me tornei uma melhor pessoa e um melhor homem aqui por ficar perto de grandes pessoas”, disse ao site oficial do clube.

    Artigo de opinião:

    + Paulo Nunes e Felipão: Máscaras, comemorações e memórias

    Atualmente, ele é uma peça fundamental e vive a melhor fase da carreira, sendo o principal destaque ofensivo da temporada.

    Flaco López renova contrato até 2029. Foto: Cesar Greco/Palmeiras

    Números de Flaco López no Palmeiras

    A renovação é um reflexo direto do salto de desempenho do camisa 18. Só neste ano, balançou as redes 19 vezes e deu 4 assistências, até a publicação desta matéria em 26 de setembro.

    • 19 gols
    • 04 assistências

    Os dois gols marcados contra o River Plate na classificação para a semifinal da Libertadores foram a cereja do bolo: o centroavante argentino atingiu a marca de 51 gols com a camisa alviverde.

    “É um time que está cheio de grandes jogadores e de grandes pessoas e acho que isso faz que no dia a dia a gente fique muito melhor em todos os aspectos da vida”, completou o atleta.

  • Lesão pode fazer com que Neymar só volte em 2026

    Lesão pode fazer com que Neymar só volte em 2026

    O atacante Neymar está fora dos gramados pelo Santos após ser diagnosticado com uma lesão grau 2 no reto femoral da coxa direita (região do quadríceps). Isso significa que o camisa 10 perderá os próximos jogos do Peixe no Campeonato Brasileiro.

    Embora o Departamento Médico tenha definido a previsão otimista de 1 mês, o tempo de recuperação para uma lesão deve ser maior.

    Segundo o fisioterapeuta esportivo Paulo Henrique, em contato com a CNN Brasil, esse tipo de lesão geralmente demanda de 4 a 8 semanas para a recuperação completa. Em casos mais graves ou dependendo do local, o afastamento pode chegar a 12 semanas.

    Prazo de recuperação de Neymar

    Em um cenário otimista, Neymar voltaria a treinar na metade final de outubro. No cenário mais pessimista, ele voltaria aos treinos apenas na reta final do mês de dezembro. O problema é que o Brasileirão acaba no primeiro fim de semana desse mês.

    Neymar em treino na academia do Santos. Foto: Instagram/Neymar

    Polêmica nos bastidores do Santos

    A recuperação está cercada de polêmica. Conforme apuração da jornalista Ana Canhedo, do Ge, o tratamento da lesão está sob o comando exclusivo da equipe particular, retirando a autonomia do Departamento Médico e do Núcleo de Saúde do Santos.

    A decisão de priorizar seu estafe pessoal é mantida até mesmo quando ele comparece ao Centro de Treinamento (CT). O jogador e sua equipe particular comandam todas as atividades.

    Neymar em treino na academia do Santos. Foto: Instagram/Neymar

    Números de Neymar na temporada 2025

    A lesão interrompe a temporada do craque, que em 2025 disputou 21 jogos, dos 39 possíveis até o momento. Neste período, ele marcou seis gols e distribuiu três assistências, contribuindo com uma participação em gol a cada 168 minutos em campo.

    • 21 jogos – 168 minutos
    • 06 gols
    • 03 assistências
  • O Efeito Mourinho… ou não  

    O Efeito Mourinho… ou não  

    Em Portugal não se fala de outra coisa: José Mourinho voltou. Vinte e cinco anos depois, o maior treinador português regressa ao Benfica e, de repente, parece que o país parou.

    A cena foi digna de Hollywood: câmaras a seguir o carro de Mourinho, transmissão ao vivo madrugada dentro à porta da sua casa… tudo por um treinador que, na verdade, já não é o “Special One” de outros tempos. E enquanto isso, um dérbi histórico como Vitória SC x Braga passou completamente ao lado. Isto diz muito sobre como o nosso futebol continua refém da bolha dos três grandes.

    O curioso é que Mourinho estava no Fenerbahçe e foi eliminado da Champions… pelo Benfica. Dias depois, assume o comando da mesma equipa. Para apimentar ainda mais, uma semana antes esteve no Estádio do Dragão, homenageado como lenda do FC Porto  onde ganhou a Champions e conquistou tudo. O estádio levantou-se para o aplaudir… e, logo depois, vêem-no assinar pelo maior rival. Para os portistas, foi como ver um ídolo rasgar memórias.

    No Benfica, a história se repete. Em 2000, Mourinho tinha assumido o clube, mas acabou despedido porque o presidente que apostou nele perdeu as eleições. Agora, em 2025, a história volta a soar a déjà-vu: Rui Costa, pressionado e sem títulos relevantes, voltou a jogar a carta Mourinho como trunfo eleitoral. Contratou-o como treinador-milagreiro, mas o futebol não funciona assim.

    O impacto inicial foi típico: vitória 3-0, euforia nas arquibancadas, ambiente de festa e esperança renovada. Mas logo no segundo jogo, o empate frente ao Rio Ave foi um verdadeiro banho de água fria. Em Portugal, deslizes assim custam títulos. E Mourinho sabe disso melhor do que ninguém.

    Agora, deixem-me ser claro: o problema do Benfica não é Mourinho. Também não era Bruno Lage, conhecido dos botafoguenses, que até tinha algumas ideias, mas nunca conseguiu segurar a pressão e, sinceramente, nunca teve as qualidades necessárias para treinar um colosso português. O problema é estrutural. E é aí que está o verdadeiro fracasso.

    Nos últimos anos, os dirigentes do Benfica têm estado muito aquém da dimensão do clube. A gestão é errática, sem rumo claro. Um clube que investe 30 milhões de euros em Richard Ríos, ex-Palmeiras, sem que ele tenha o perfil que a equipa precisava, que vende talentos como João Neves demasiado cedo e que não consegue criar uma estratégia de comunicação moderna e digna de um gigante europeu… não pode culpar apenas os treinadores.

    Enquanto isso, o Sporting vem trabalhando bem a sua imagem, e o Porto, com Villas-Boas na presidência, começou finalmente a se tornar uma referência na forma como comunica e se apresenta ao mundo. E o Benfica? Continua preso a velhas fórmulas que já não funcionam.

    Mourinho até pode trazer impacto imediato, mas não há “efeito Mourinho” que dure se quem manda continuar a falhar. Nos próximos jogos, recebe o Gil Vicente, mas logo depois terá três pedreiras: Chelsea, FC Porto e Newcastle. Esses duelos podem muito bem ditar o futuro da presidência do Benfica… e talvez até o do próprio Mourinho.E há aqui uma semelhança histórica que não me sai da cabeça: Artur Jorge, o outro treinador português que venceu a Champions pelo FC Porto, também acabou por trocar o Dragão pela Luz. O resultado? Foi um flop, não ganhou nada e deixou mágoa entre os portistas. A minha previsão é simples: com Mourinho vai acontecer o mesmo. Prefiro guardar a memória do “rockstar” que foi no Porto, no Chelsea e no Inter. O outrora Special One dificilmente terá sucesso neste regresso a Lisboa.

  • Torcida Jovem do Grêmio: história e tradição da arquibancada tricolor

    Torcida Jovem do Grêmio: história e tradição da arquibancada tricolor

    Com uma rica história de amor e dedicação ao Grêmio, a Torcida Jovem do Grêmio destaca-se pela animação e por atuar em causas socias, incluindo campanhas contra drogas e pela paz nas arquibancadas, demonstrando que o show ultrapassa as
    arquibancadas seja do Olímpico quanto da Arena.

    Com o lema “Com o Grêmio onde ele estiver”, a torcida organizada do clube gaúcho se tornou protagonista em mobilizações de apoio, principalmente durante as crises do clube, como nos rebaixamentos, inspirando outros adeptos nacionais.

    O Portal Camisa12 vai te contar tudo sobre a mais tradicional torcida organizada do Tricolor Gaúcho e quem sabe, fazer com que você simpatize com seus ideais.

    História

    A torcida organizada mais antiga do Grêmio Foot-Ball Porto Alegrense em atividade, a Torcida Jovem do Grêmio foi fundada no dia 23 de outubro de 1977. Embora não exista registros oficiais sobre quem foram os iniciadores, um depoimento de Zezinho, um dos primeiros diretores de caravanas da agremiação.

    “Em 1977 foi criada essa, não só uma torcida, uma família né mano. A Torcida Jovem do Grêmio, vários fundadores são conhecidos como o Nilson Correia, José Maria de Oliveira e outros tantos aí que fundaram a Torcida Jovem Grêmio”, declarou Zezinho.

    Ao longo dos anos, consolidou-se como uma das mais apaixonadas e emblemáticas torcidas do clube, resumindo bem o espirito de dedicação e presença constante nas arquibancadas espalhadas pelo país e até do mundo, principalmente na década de 1990, quando garantiu o maior número de integrantes, tornando-se uma grande força de representatividade nacional.

    Bastante organizada, a Torcida Jovem ficou bastante famosa pelos bandeirões, instrumentos musicais e pelo incentivo incondicional pelo “Imortal”.

    Campanhas sociais

    Mesmo sendo uma torcida organizada, a Jovem do Grêmio possui um papel bastante importante em campanhas sociais, demonstrando todo seu amor em momentos críticos.

    Nos dois primeiros rebaixamentos do Grêmio, seus torcedores juntaram-se em atos de apoio incondicional, incentivando jogadores, presentes nos treinos e até fazendo caravanas para estar em qualquer lugar que o time atuar. Essa atitude influenciou outras agremiações de adeptos por todo o país, fazendo com que até os adversários respeitassem sua história.

    Você pensou que parava por aí? Nada. A Torcida Jovem sempre deixou claro seus posicionamentos fora das arquibancadas, atuando diretamente em campanhas contras drogas, pela paz nos estádios e pela valorização da cultura torcedora, ou seja, que o papel de quem declara seu amor pelo time do coração é o apoiar incondicionalmente, não fazendo nada que manche o nome da agremiação.

    Tradição nas arquibancadas

    Por ser bastante respeitada no país, a Jovem possui relações com outras torcidas chamando-a de “União Dedo Pro Alto” (DPA), grupo formado por organizações de torcedores de vários clubes, como Mancha Verde (Palmeiras), Império Alvi-Verde
    (Coritiba), Galoucura (Atlético-MG), Ira Jovem (Vasco)
    , assim como outras não citadas. A aliança é baseado no respeito mutuo e com os próximos, fazendo com que atuações conjuntas em encontros e eventos, tornassem algo memorável.

    Com o surgimento de outras organizadas ao longo dos anos, como Super Raça Gremista, a Garra Tricolor e a Máfia Tricolor, você acha que a Torcida Jovem perdeu espaço? Não se engane, a agremiação manteve sua identidade e segue sendo bastante respeitada como uma grande referência quando se trata de adeptos do time gaúcho. Como mencionado anteriormente, ela continua ativa nas arquibancadas, estando presente em todo os jogos dentro e fora do estado, com sua bateria, seus gritos e cânticos tradicional, demonstrando a mesma paixão de sempre.

    Após todos esses dados, é possível entender que a Torcida Jovem do Grêmio não é apenas uma organizada e sim um capítulo vivo da história do clube, a verdadeira alma da agremiação esportiva, permanecendo fiel e vibrante, independente dos resultados dentro de campo.

    Como dizem seus membros, “a Jovem é eterna, a Jovem nunca vai acabar”.

  • Abel Ferreira indica renovação com o Palmeiras até 2027

    Abel Ferreira indica renovação com o Palmeiras até 2027

    O técnico Abel Ferreira indicou que vai continuar no comando do Palmeiras. Em entrevista coletiva, o treinador afirmou que “não preciso de papel para dizer que quero ficar”, referindo-se à proposta de renovação por mais dois anos, até o final de 2027.

    O acerto entre o português e a diretoria alviverde, liderada pela presidente Leila Pereira, já está muito bem encaminhado.

    “Não preciso de um papel para dizer que eu quero ficar. Meu avô se chamava Abel, ele não assinava contrato. Era tudo de boca. Não precisamos de contrato nenhum” respondeu o comandante.

    Horas antes da vitória contra o River Plate, no Allianz Parque, pelas quartas da Libertadores, ela revelou detalhes da oferta: contrato de dois anos, sem multa rescisória para ambas as partes.

    O treinador revelou que as negociações foram diretas, sem a necessidade da presença de seu empresário, Hugo Cajuda, o que demonstra a forte relação de confiança entre o ele e o clube.

    A presidente Leila Pereira, do Palmeiras, em entrevista coletiva. Cesar Greco/Palmeiras

    Cinco anos de Abel Ferreira no Palmeiras

    Com quase cinco anos à frente do Verdão, o técnico se consolida como um dos maiores nome da história do clube. Em 2025, vai disputar a quinta semifinal de Libertadores em seis edições. Até então, obteve dois títulos continentais pelo time alviverde.

    Títulos de Abel Ferreira pelo Palmeiras

    Desde que chegou, em novembro de 2020, ganhou quase tudo de importante que disputou: foi duas vezes campeão do Brasileirão e da Libertadores, além de três conquistas consecutivas estaduais e também faturou uma Copa do Brasil. Abaixo, veja a lista:

    • Conmebol Libertadores (2020 e 2021)
    • Recopa Sul-Americana (2022)
    • Campeonato Brasileiro (2022 e 2023)
    • Copa do Brasil (2020)
    • Campeonato Paulista (2022, 2023 e 2024)
    • Supercopa do Brasil (2023)
  • Novo técnico do Fluminense: Luís Zubeldía, ex-São Paulo, é o escolhido; veja os detalhes

    Novo técnico do Fluminense: Luís Zubeldía, ex-São Paulo, é o escolhido; veja os detalhes

    O Fluminense está prestes a ter um novo comandante, e o nome da vez é Luís Zubeldía. O treinador argentino, que recentemente deixou o São Paulo, já está com o acerto encaminhado com o tricolor das Laranjeiras, de acordo com a apuração do Ge.

    A expectativa é que o treinador chegue ao Rio de Janeiro nesta sexta-feira (26/09) para finalizar os últimos detalhes do contrato e, quem sabe, já estrear no clássico contra o Botafogo. Além do contrato, teria que ser registrado a tempo no Boletim Informativo de Diário (BID) da Confederação Brasileira de Futebol (CBF).

    • 28/09 – 17h – Fluminense x Botafogo – Série A 2025

    Se a contratação for confirmada, será histórico para o clube carioca. Isso porque não tem um técnico estrangeiro no comando do time desde 1997, quando o uruguaio Hugo de León passou pelo time. A diretoria do Flu já havia demonstrado interesse em outro argentino, Gabriel Milito, mas as negociações não avançaram.

    Segundo a CNN Brasil, Cuca era a prioridade do presidente Mário Bittencourt. No entanto, não passou apenas de um rumor.

    Números de Luís Zubeldía no São Paulo

    Zubeldía chegou ao São Paulo em abril de 2024 para assumir o lugar de Thiago Carpini. Sua passagem pelo Morumbi teve um início promissor: uma sequência de 13 jogos sem perder, que garantiu a classificação na fase de grupos da Libertadores.

    No entanto, o time acabou sendo eliminado nas quartas de final da competição continental pelo Botafogo, que viria a ser o campeão. Na Copa do Brasil, também caiu nas quartas, para o Atlético-MG.

    No Brasileirão Série A, a equipe não conseguiu manter o bom desempenho, e o treinador deixou o clube em junho, após uma derrota para o Vasco. Ao todo, 85 jogos no comando do Tricolor, o profissional acumulou 38 vitórias, 27 empates e 20 derrotas.

    • 85 jogos.
    • 38 vitórias.
    • 27 empates.
    • 20 derrotas.

    Saída inesperada de Renato Gaúcho

    Na terça-feira (23/09), na coletiva de imprensa após a eliminação para o Lanún nas quartas de final da Copa Sul-Americana, Renato Gaúcho pediu demissão. A notícia surpreendeu até mesmo os dirigentes, que queriam a permancência dele no comando.

  • Paulo Nunes e Felipão: Máscaras, comemorações e memórias

    Paulo Nunes e Felipão: Máscaras, comemorações e memórias

    O palmeirense sempre se lembrará com carinho de dois nomes que marcaram a década de 90: Paulo Nunes e Luiz Felipe Scolari. Um, dentro de campo, transformava cada gol em ousadia. O outro, fora dele, conduzia brilhantemente o time como “paizão”. Juntos, ajudaram a escrever páginas inesquecíveis da nossa história alviverde.

    Lembro que, naquela época, eu já andava pela casa com uma camisa muito maior que eu, estampada com o número 7. Enquanto isso, meu pai gritava o clássico “Dá-lhe porco, dá-lhe dá-lhe porco!”, e pulávamos juntos celebrando cada gol, cada vitória, cada título de um Palmeiras campeão. Era mais que futebol: era minha família, era paixão, passada de geração em geração. E no centro de tudo estava ele, o “Diabo Loiro”, que transformava a rede balançando em um show que levava o torcedor a loucura.

    Paulo Nunes não se contentava apenas em marcar (e o cara marcava hein). Ele dançava, provocava, usava máscaras, arrancava risadas e aplausos. A cada rodada, a torcida esperava ansiosamente: qual seria a comemoração da vez? Vezes surgia com a máscara de porco, outras encarnava personagens da época como: a Tiazinha, a Feiticeira ou até o misterioso Mr. M. Era irreverência pura, que fazia a galera delirar e os rivais tremerem de “raiva”.

    Mas nada se compara ao momento histórico de 1999. Contra a Portuguesa, Paulo Nunes puxou do calção a máscara de porco e correu para a torcida, revertendo uma provocação de 1993, quando Viola havia imitado um porco para zombar do Palmeiras. Naquele instante, o que era insulto do rival, virou orgulho. O porco, nosso mascote, ganhou mais vida e significado definitivo. Foi a consagração de um símbolo que hoje carregamos com orgulho.

    E por trás de toda essa ousadia havia o cara: Felipão. Ao contrário do que muitos pensavam, o técnico não apenas permitia as brincadeiras, como incentivava. Paulo Nunes já revelou que Felipão até cobrava as máscaras: “Não, tchê, bota! Tá dando certo, a bola tá entrando, o time tá ganhando”. Para ele, aquilo era parte do que unia o elenco e a torcida. Mais que superstição, era marca registrada de um Palmeiras campeão. Essa parceria entre craque e treinador nos deu muito mais que títulos. Deu cores, risos e uma marca única. Mostrou que futebol também é alegria, provocação saudável, espetáculo. Hoje, olhando para trás, não tem como não sentir saudades. Faz falta um Paulo Nunes em campo, alguém capaz de transformar cada gol em festa, cada máscara em símbolo e cada comemoração em memória eterna do nosso Verdão.

  • Fluminense age rápido e mira Cuca para substituir Renato Gaúcho como novo técnico

    Fluminense age rápido e mira Cuca para substituir Renato Gaúcho como novo técnico

    O Fluminense já tem seu alvo definido para a vaga deixada por Renato Gaúcho. O nome que encabeça a lista de desejos da diretoria é um velho conhecido da torcida: Cuca.

    O treinador, que deixou o Atlético-MG no final de agosto após uma derrota para o rival Cruzeiro, é a prioridade do presidente Mário Bittencourt, segundo apuração da CNN Brasil.

    Em 2025, o profissional de 62 anos comandou a equipe mineira em 47 jogos, tendo 22 vitórias, 13 empates e 12 derrotas.

    Cuca em coletiva de imprensa. – Foto: Pedro Souza/Atlético-MG

    A pressa na negociação é grande. A diretoria do Fluminense tem como objetivo anunciar o novo comandante o mais rápido possível para iniciar imediatamente o trabalho à frente do time.

    Renato Gaúcho surpreende e pede demissão

    Renato Gaúcho pediu demissão na noite de terça-feira (23/09), depois do empate em 1 a 1 com o Lanús, no Maracanã, que resultou na eliminação do Fluminense da Copa Sul-Americana.

    Auxiliar fica como interino

    Com a saída do técnico, o clube havia anunciado o auxiliar Marcão como interino até a definição de um novo nome.

    Renato Gaúcho em entrevista coletiva – Foto: Marcelo Gonçalves/Fluminense

  • Internacional acerta com Ramón Díaz como técnico; veja detalhes do contrato

    Internacional acerta com Ramón Díaz como técnico; veja detalhes do contrato

    Em uma negociação rápida, a diretoria do Internacional acertou a contratação de Ramón Díaz para substituir Roger Machado.

    Roger Machado, ex-técnico do Internacional — Foto: Ricardo Duarte/Internacional

    A notícia, apurada pelo ge, destaca que a experiência do técnico argentino, de 66 anos, no ambiente do vestiário pesou na decisão, superando a concorrência do conterrâneo Luis Zubeldía.

    O treinador chega acompanhado de seu filho, Emiliano Díaz, que fará parte da comissão técnica e atuará em gestão compartilhada. O contrato da dupla com o clube é válido até o final de 2026.

    Terceira passagem de Ramón Díaz no Brasil

    Este será o terceiro trabalho do profissional no futebol brasileiro. Ele já teve passagens por Vasco da Gama e Corinthians.

    No time paulista, conquistou o Paulistão deste ano. No ano de 2020, chegou a ser contratado pelo Botafogo, mas foi demitido antes de assumir a equipe, com seu filho comandando o time por três partidas. Seu último trabalho foi no Olimpia, do Paraguai.

    Multa rescisória de Roger Machado

    Após conquistar o título do Campeonato Gaúcho, ele renovou o vínculo com o Colorado até o fim da próxima temporada. Portanto, ainda tinha 15 meses de acordo com a equipe de Porto Alegre.

    Segundo o repórter Lucas Dias, a multa rescisória seria entre R$ 6 e R$ 7 milhões. Como recebia cerca de R$ 800 mil mensais, ainda teria um valor em torno de R$ 12 milhões a receber do clube.