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  • Grêmio pedirá anulação de cartões após polêmica contra o Bragantino na Série A 2025

    Grêmio pedirá anulação de cartões após polêmica contra o Bragantino na Série A 2025

    O Grêmio pedirá à Confederação Brasileira de Futebol (CBF) a anulação dos cartões amarelos recebidos por Kannemann e Marlon durante a derrota por 1 a 0 para o Red Bull Bragantino, no último sábado (04/10), pela 27ª rodada do Brasileirão Série A 2025.

    Segundo apuração do ge, o clube formalizará o pedido de exclusão dos cartões presencialmente e por requerimento oficial à CBF.

    Dirigentes se revezarão nas reuniões

    A delegação será composta pelo presidente Alberto Guerra, o vice-presidente de futebol Alexandre Rossato, o diretor Guto Peixoto e o coordenador técnico Luiz Felipe Scolari (Felipão).

    Eles se revezarão em reuniões na CBF ao longo dos próximos dias, buscando cobranças e explicações formais sobre os equívocos.

    Mais notícias sobre o Grêmio:

    O pedido faz parte da insatisfação gremista com os erros de arbitragem na partida, que já resultaram no afastamento do árbitro Ilbert Estevam da Silva pela entidade máxima do futebol brasileiro.

    CBF afasta árbitros após erros em dois jogos da rodada

    No domingo (05/10), a CBF informou o afastamento do árbitro Lucas Casagrande e do VAR Gilberto Rodrigues Castro Junior, responsáveis pela condução de Grêmio x Red Bull Bragantino.

    A medida também foi aplicada a Ramon Abatti Abel e Ilbert Estevam da Silva, que apitaram o clássico Palmeiras x São Paulo.

    Disputa de bola em Grêmio x RB Bragantino – Foto: Lucas Uebel/Grêmio
  • Flamengo perto de renovar contrato com Arrascaeta; acordo deve ser por metas

    Flamengo perto de renovar contrato com Arrascaeta; acordo deve ser por metas

    O Flamengo deu um passo importante para renovar o contrato de Giorgian De Arrascaeta, segundo apuração do Ge e da ESPN.

    As conversas, que haviam esfriado no primeiro semestre, foram retomadas nos últimos dias e caminham para um acordo válido até o fim de 2028, com opção de prorrogação automática por mais um ano mediante metas individuais e coletivas.

    Atualmente, o vínculo do meia uruguaio com o clube carioca termina em dezembro de 2026. A extensão contratual é vista internamente como uma prioridade da diretoria rubro-negra, que também trabalha na renovação do técnico Filipe Luís.

    De Arrascaeta celebrando gol – Foto: Instagram/Flamengo

    Bastidores da negociação com Arrascaeta

    De acordo com informações do GE, as tratativas entre Flamengo e Arrascaeta haviam começado no início do ano, mas foram interrompidas por decisão do departamento de futebol, que avaliou outras pautas como mais urgentes naquele momento.

    Mais notícias do Flamengo:

    A postura, porém, mudou nas últimas semanas, especialmente diante da boa fase do camisa 14 e da importância dele no elenco.

    Arrascaeta, por sua vez, já expressou publicamente o desejo de permanecer e encerrar o ciclo europeu para seguir no clube, onde é ídolo e um dos líderes técnicos do elenco do Mengão.

    Números de destaque pelo Flamego em 2025

    O craque faz na atual temporada sua segunda melhor temporada pelo clube, ficando atrás apenas do histórico ano de 2019. Até o momento, acumula 19 gols e 13 assistências em 48 partidas.

    • 48 jogos.
    • 19 gols.
    • 13 assistências.

    Desde que chegou em 2019, entrou para a história com títulos como Libertadores, Brasileirão, Copa do Brasil e Supercopa do Brasil, consolidando-se como um dos ídolos dos flamenguistas.

    • Campeonato Carioca: 2019, 2020, 2021, 2024 e 2025.
    • Campeonato Brasileiro: 2019 e 2020.
    • Libertadores: 2019 e 2022.
    • Copa do Brasil: 2022 e 2024.
    • Supercopa do Brasil: 2020, 2021e 2025.
    • Recopa Sul-Americana: 2020.

    Próximos jogos do Flamengo

    • Botafogo x Flamengo – 15/10, às 19h30 (Brasileirão)
    • Flamengo x Palmeiras – 19/10, às 18h30 (Brasileirão)
  • Os Ronaldos: A lenda dos nomes começados por R 

    Os Ronaldos: A lenda dos nomes começados por R 

    Cresci achando que devia dar ao meu filho um nome começado por “R”. Há qualquer coisa nessa letra que mexe com os deuses do futebol. A quantidade de mágicos com esse início é absurda – Romário, Rivaldo, Roberto, Rivelino, Robinho… e, claro, o maior de todos esses nomes – Ronaldo.

    E é aqui que começa a discussão. Há três Ronaldos fora de série.
    O “verdadeiro”, como Mourinho o chamou – Ronaldo Fenômeno.
    O Bruxo, o que me fez apaixonar pelo futebol – Ronaldinho Gaúcho.
    E o nosso “pai”, como dizemos em Portugal – Cristiano Ronaldo.

    A pergunta é inevitável – quem é (foi) o melhor Ronaldo?
    Cada um tem o seu argumento, a sua mística, o seu momento. Todos cabem em qualquer top 10 de melhores de todos os tempos. Mas o futebol é emoção, e é aí que cada um nos toca de forma diferente.

    Ronaldinho – O Bruxo  

    Ronaldinho era pura alegria. Jogava com um sorriso que parecia dizer: “relaxa, o espetáculo é meu”.
    De manga comprida, cabelo solto e ginga natural, dançava entre os adversários como se o gramado fosse o seu palco.
    Fez coisas que nunca mais vi. A sua estética, o carisma e a irreverência o tornaram, com o passar do tempo, quase mítico.

    Mas há um “porém” – a sua carreira ao mais alto nível foi curta. Uns 6 ou 8 anos de magia pura, seguidos de uma descida de intensidade.
    Talvez por falta de disciplina fora de campo, talvez porque o futebol moderno se tornou demasiado tático e maquinal para tanta liberdade criativa.
    Mas uma coisa é certa – ninguém jogou com tanta beleza. Guardiola disse uma vez: “as pessoas não se lembrarão do que ganhamos, mas sim de como jogávamos”. Ronaldinho é isso – a memória da arte.

    Ronaldo Fenômeno – O Monstro  

    Campeão do mundo aos 17 anos. Uma locomotiva com técnica de bailarino. Ronaldo Fenômeno era a mistura impossível entre força bruta e leveza divina. Fez defesas parecerem crianças, e atacantes sonharem ser ele.

    Nunca ganhou uma Champions – ironia cruel – mas venceu o respeito eterno de quem o viu. As lesões e os excessos fora de campo o impediram de voar ainda mais alto, mas mesmo assim, foi gigante. Mesmo “sem joelho”, mesmo com uns quilos a mais, ainda partia tudo.
    Era futebol em estado puro, antes das máquinas e dos algoritmos.

    Cristiano Ronaldo – O Imortal  

    E depois há o nosso Cristiano.
    Curioso – o nome veio de Ronald Reagan, não de um jogador. Ironia do destino – acabou por ser ele o Ronaldo por excelência.

    Cristiano é o oposto dos outros dois.
    Menos talento natural, talvez, mas um monstro de trabalho, foco e consistência.
    Dos três, é o mais completo no sentido moderno da palavra – adaptou-se, reinventou-se e dominou o jogo durante quase duas décadas.  De extremo desequilibrador no United a matador clínico no Real Madrid, construiu uma carreira que parece impossível de repetir.

    Dividiu o mundo com Messi, e dessa rivalidade nasceu a era mais brilhante que o futebol já viu.  Durante anos, não havia domingo sem discussão – “Quem é melhor?”
    Mas, no fundo, todos sabíamos a sorte que era viver no tempo dos dois.

    Cristiano é mais do que um jogador – é um símbolo global.
    Provavelmente a pessoa mais conhecida do planeta – da aldeia mais remota do Uzbequistão às ruas de Nova Iorque, todos sabem quem é Ronaldo.
    E mesmo quem o critica, respeita-o. Porque a grandeza se impõe.

    Então, quem é o melhor Ronaldo?  

    Para mim, Cristiano vence.
    Não por ser o mais talentoso – mas porque foi o mais constante, o mais determinado, o mais duradouro. O homem que fez da excelência um hábito.

    Mas, no fim, cada Ronaldo representa uma era e um sentimento.
    Ronaldinho é a arte.
    O Fenómeno é o instinto.
    Cristiano é a perfeição.

    Três homens, uma letra, e uma certeza – no futebol, o “R” é a inicial dos deuses.

    Posto isto, vou dar ao meu filho um nome com a inicial R…
    ou talvez não – depende do que a mãe quiser.

  • Convocação da Seleção Brasileira: veja os números de John, ex-Botafogo, que ocupa lugar de Ederson

    Convocação da Seleção Brasileira: veja os números de John, ex-Botafogo, que ocupa lugar de Ederson

    O goleiro John, do Nottingham Forest, foi convocado pela primeira vez para defender a Seleção Brasileira nos amistosos contra Coreia do Sul e Japão, nos dias 10 e 14 de outubro.

    O arqueiro foi chamado para substituir Ederson, que sofreu uma lesão durante o treino no Fenerbahçe e acabou sendo cortado.

    De destaque no Botafogo à chance na Premier League; veja números de John

    A convocação marca o início de uma nova etapa na carreira do ex-jogador goleiro do Botafogo, que se tornou o 49º estreante do ciclo do Brasil iniciado após a Copa do Mundo de 2022.

    Aos 29 anos, John foi contratado pelo Nottingham Forest há pouco mais de um mês, após se destacar pelo Botafogo. Pelo clube inglês, o goleiro fez apenas uma partida oficial — a derrota por 3 a 2 para o Swansea City, pela Copa da Liga Inglesa.

    Apesar do curto tempo na Europa, sua regularidade e reflexos chamaram atenção da comissão técnica da Seleção Brasileira. Aqui vão os dados que achei sobre a temporada 2025 dele.

    Antes da transferência (no Botafogo)

    • John disputou 18 jogos pelo Botafogo em 2025.
    • Nesses 18 jogos, sofreu 13 gols.
    • Também teve 10 clean sheets (jogos em que não sofreu gols).

    Logo após a transferência (no Nottingham Forest)

    • John foi anunciado pelo Nottingham Forest em 31 de agosto.
    • Até agora ele fez 1 jogo oficial pelo Forest (90 minutos).
    • No seu debut, sofreu 3 gols.
    John em estreia pelo Nottingham Forest – Foto: Reprodução/Instagram

    Hugo Souza deve ser o titular contra a Coreia do Sul

    Com a ausência de Ederson e a chegada recente de John, o técnico Carlo Ancelotti deve optar por Hugo Souza, do Corinthians, como titular na partida diante da Coreia do Sul, na sexta-feira (10), às 8h (de Brasília), no Seoul World Cup Stadium.

    O treinador italiano já havia antecipado o desejo de observar Hugo em campo e confirmou que ele será o titular no amistoso contra o Japão, no dia 14, às 7h30, no Ajinomoto Stadium, em Tóquio.

    • Goleiros: Bento (Al-Nassr), Hugo Souza (Corinthians) e John (Nottingham Forest).
    • Defensores: Caio Henrique (Monaco), Carlos Augusto (Internazionale), Douglas Santos (Zenit), Militão (Real Madrid), Fabrício Bruno (Cruzeiro), Gabriel Magalhães (Arsenal), Beraldo (PSG), Vitinho (Botafogo) e Wesley (Roma).
    • Meio-campistas: André (Wolverhampton), Bruno Guimarães (Newcastle), Casemiro (Manchester United), João Gomes (Wolverhampton), Joelinton (Newcastle) e Paquetá (West Ham).
    • Atacantes: Estevão (Chelsea), Martinelli (Arsenal), Igor Jesus (Nottingham Forest), Luiz Henrique (Zenit), Matheus Cunha (Manchester United), Richarlison (Tottenham), Rodrygo (Real Madrid) e Vini Jr (Real Madrid).
  • Flaco López e Vitor Roque: será que estamos diante de uma nova dupla pra história do verdão?  

    Flaco López e Vitor Roque: será que estamos diante de uma nova dupla pra história do verdão?  

    Ser palmeirense é estar cercado de memórias que nos acompanham a vida inteira, um clube com 111 anos carrega muito tempo de campo e muitas histórias que a torcida não esquece.

    Quando a gente vê dois atacantes bem entrosados dentro de campo, a primeira reação que o torcedor alvi verde tem é: “Será que vem aí uma nova dupla pra nossa história?”. Nas arquibancadas do Allianz Parque, essa pergunta começa a ganhar força com Flaco López e Vitor Roque.

    O argentino recém convocado pra disputar as Eliminatórias da Copa do Mundo de 2026, carinhosamente apelidado por Veiga de “Messi”, é um cara de área clássico, daqueles que carregam a fome de gol e a disposição para brigar pela bola. Já o tigrinho representa a nova geração: veloz, agressivo na pressão, com qualidade para cair pelos lados e arrancar em direção ao gol. Dois perfis diferentes, mas que parecem se complementar.

    E aí não tem como não comparar com grandes duplas de craques que já vimos no passado.

    A memória de Evair e Edmundo  

    Para nós, torcedores, a década de 90 ainda é uma espécie de marca registrada, uma Academia inesquecível com grande carinho pelo torcedor que viveu e também por aqueles que só ouviram as histórias passada as gerações seguintes. Aquele Palmeiras comandado pela Parmalat trouxe craques que transformaram o clube uma gigantesca potência. Entre tantos nomes, uma dupla ficou marcada: Evair e Edmundo.

    Evair era um homem frio, calculista, referência na área, especialista em pênaltis e dono de uma finalização precisa. Edmundo, por outro lado, era o caos em forma de talento: veloz, driblador, imprevisível. Juntos, formaram um contraste perfeito: técnica e explosão bruta, cálculo e intensidade.

    Ao olhar para Flaco e Vitor Roque, a comparação começa a surgir e pelo que ambos tem demonstrado nas entrevistas pós jogos, ficam felizes em jogarem juntos. Flaco podemos comparar com o Evair: não é o atacante mais elegante em campo, mas sabe se posicionar como poucos. E Vitor Roque, embora mais jovem e ainda em processo de amadurecimento não só de idade mas também dentro do elenco, carrega essa chama de Edmundo, aquele instinto quase instantâneo de partir para cima, de querer resolver o jogo.

    O que já temos e o que ainda falta  

    Claro que é cedo para dizer que Flaco e Roque vão se tornar uma dupla lendária ,afinal o Abel é um técnico com várias formações de elenco e de jogo. Mas não podemos negar que os sinais são promissores. Em campo, os dois já mostraram movimentos que se completam: quando Flaco atrai a marcação, Roque aparece para atacar o espaço. Quando Roque se desgasta pressionando a saída de bola, Flaco está ali para segurar a posição e dar opção ao elenco.

    O torcedor, acostumado a ver o Palmeiras se reinventar a cada ciclo, percebe quando algo diferente começa a nascer. E esse “diferente” está ai, nas jogadas em que os dois parecem falar a mesma língua sem nem trocar uma palavra.

    O que falta? Talvez um pouco mais de tempo. A história de Evair e Edmundo não foi construída em alguns meses, mas em anos de parceria, títulos e jogos decisivos. Para Flaco e Roque, a caminhada está só no início. Mas não é exagero dizer que temos ai uma boa dupla para para sonhar.

    O peso de vestir a camisa do Palmeiras  

    Jogar no Palmeiras não é como jogar em qualquer clube. A cobrança é diária, a comparação com o passado é inevitável. Quando um atacante novo chega, logo ouve falar de César Maluco, Evair, Ademir da Guia, Luizão, Vagner Love, Edmundo Animal, Paulo Nunes, entre tantos outros. A camisa pesa porque ela carrega grandes histórias.

    Mas se tem algo que essa torcida sabe reconhecer, é quando o jogador entrega em campo. Flaco conquistou o coração alviverde não só pelos gols, mas pela raça, pelo jeito de nunca desistir de uma bola, e acaba de renovar mais uma temporada com o Verdão. Roque , chegou devagar, com respeito pela camisa e pela torcida e agora entra numa melhor fase, se continuar mostrando coragem, vai continuar ganhando seu espaço.

    E, quem sabe, daqui a alguns anos quando eu estiver falando para próxima geração da minha família sobre as grandes duplas que tanto nos deram orgulho, eu não fale apenas de Evair e Edmundo. Talvez eu possa dizer: “Vi Flaco e Vitor Roque jogarem juntos. E que dupla era aquela!”.E se a história repetir, que seja agora, no Allianz lotado, com a nossa camisa verde. Porque no fim das contas, não é só sobre gols. É sobre pertencimento, sobre se sentir parte de uma história que nunca para de ser escrita.

  • A tradição da Torcida Jovem nos clássicos do futebol paulista

    A tradição da Torcida Jovem nos clássicos do futebol paulista

    Fundamental para um clube de futebol, a torcida representa não apenas uma fonte de apoio financeiro, mas também uma forte fidelidade emocional, transformando-se na alma e na identidade de uma agremiação. Muitas vezes, esses indivíduos se organizam para apoiar o time de forma mais intensa, formando um dos pilares culturais dos estádios ao redor do mundo.

    Presentes nas arquibancadas, seja em casa ou fora, utilizando bandeiras, cantos e mosaicos, as torcidas organizadas têm como objetivo incentivar seu próprio time e intimidar os adversários, criando um espetáculo visual e uma poderosa demonstração de amor verdadeiro.

    Uma das mais conhecidas e importantes do cenário paulista, a Torcida Jovem do Santos demonstra toda sua dedicação ao clube, embora, por vezes, esse amor extrapole os limites dos estádios.

    O Portal Camisa12 vai te contar a história da Torcida Jovem e sua tradição nos clássicos paulistas, colocando você por dentro de toda a sua importância nas arquibancadas nacionais e também ao redor do mundo.

    História

    Fundada em 26 de setembro de 1969, no bairro do Brás, por 13 jovens que acompanhavam o clube em jogos na capital, a Torcida Jovem do Santos foi a primeira torcida organizada do Peixe a ser criada. Seu surgimento teve como principal objetivo apoiar o time de forma organizada, demonstrando a paixão de seus torcedores por um clube litorâneo.

    Com o lema “Com o Santos onde e como ele estiver”, a TJ participou ativamente da oposição nas eleições do Santos em 1970, ingressando desde então na vida política do clube — chegando, inclusive, a eleger seus próprios integrantes para o Conselho Deliberativo.

    Durante o Regime Militar no Brasil, as preocupações da torcida não se limitaram apenas ao futebol: a Torcida Jovem também se posicionou em questões sociais, demonstrando que não se renderia facilmente diante das lutas da época.

    Tornando-se uma das maiores referências em padronização no futebol paulista, a Torcida Jovem se orgulha de ter uma das melhores baterias e letras de arquibancada do país. Além disso, é a única torcida organizada do Santos com sede fora da cidade litorânea, afirmando que, para ver o Peixe jogar, é necessário ter o “DNA do torcedor santista”.

    Tradição no cenário paulista

    Com um papel marcante nos clássicos paulistas, a Torcida Jovem nasceu e se consolidou em São Paulo, mesmo sendo o Santos um clube do litoral. Isso fez com que os confrontos diante dos gigantes do estado tivessem um peso especial para seus membros.

    Desde sua fundação, a Torcida Jovem sempre priorizou os jogos na capital, especialmente os clássicos disputados em estádios como o Morumbi, o Pacaembu e, mais recentemente, o Allianz Parque. Por meio de grandes caravanas organizadas, a agremiação tornou-se símbolo da resistência praiana em solo paulistano.

    Montando grandes festas com bandeirões, instrumentos e faixas temáticas, o apoio incondicional virou marca registrada da torcida evidenciado tanto nos momentos de crise interna quanto nas más fases dos últimos anos.

    Controvérsias em sua história

    Infelizmente, toda a tradição da Torcida Jovem nos clássicos também é marcada por um histórico de rivalidades intensas com outras organizadas, resultando em confrontos violentos e gerando repercussão negativa.

    Um desses episódios ocorreu em setembro, quando a Torcida Jovem e a Sangue Jovem, duas das principais organizadas do Santos, foram proibidas de frequentar estádios em todo o estado de São Paulo, punição válida até o fim de 2025.

    As torcidas foram punidas devido a uma série de conflitos registrados durante a goleada sofrida para o Vasco, em partida realizada no Morumbis. A decisão foi tomada pela Federação Paulista de Futebol, após recomendação do Ministério Público do Estado de São Paulo (MP-SP).

    Atualidade

    Seguindo como uma das maiores e mais influentes torcidas organizadas do país, a Torcida Jovem do Santos carrega, em seus mais de 50 anos de história, a representação da paixão de gerações por um clube.

    Mesmo diante dos desafios enfrentados e até expondo os contrastes desse tipo de agremiação, segue firme como voz ativa do torcedor santista, mostrando que a alma do clube vai muito além das quatro linhas de um campo ou das paredes de um estádio, deixando seu legado vivo no cenário nacional.

  • Freguês! Flamengo defende tabu histórico contra Rogério Ceni; veja todos os números

    Freguês! Flamengo defende tabu histórico contra Rogério Ceni; veja todos os números

    O Flamengo entra em campo neste domingo (05/10), às 18h30, na Arena Fonte Nova, para enfrentar o Bahia, em duelo decisivo para se manter na liderança do Campeonato Brasileiro de 2025.

    Mais notícias do Flamengo:

    Classificação da Série A: Palmeiras deixa Flamengo para trás
    Prazo de conclusão do estádio, capacidade e custo bilionário

    Além da disputa pelos três pontos, o time de Filipe Luís defenderá uma impressionante escrita contra o treinador Rogério Ceni.

    No 1° turno do Brasileiro deste ano, o Mengão venceu por 1 a 0 no Maracanã. Na vitória, o único gol foi marcado por Arrascaeta.

    Flamengo x Rogério Ceni: 16 jogos invicto

    Este será o 17° duelo entre o técnico e o clube carioca, e o Rubro-Negro venceu todos os 16 confrontos anteriores (veja abaixo).

    Os times comandados por Ceni marcaram seis gols e sofreram 31, reforçando o domínio flamenguista sobre o ex-goleiro e atual treinador do Bahia. Quem vai levar a melhor no próximo jogo?

    Jogos de Rogério Ceni contra o Flamengo:

    • Flamengo 2 x 0 São Paulo – Brasileirão 2017
    • Flamengo 2 x 0 Fortaleza – Brasileirão 2019
    • Fortaleza 1 x 2 Flamengo – Brasileirão 2019
    • Cruzeiro 1 x 2 Flamengo – Brasileirão 2019
    • Flamengo 2 x 1 Fortaleza – Brasileirão 2020
    • São Paulo 0 x 4 Flamengo – Brasileirão 2021
    • Flamengo 3 x 1 São Paulo – Brasileirão 2022
    • São Paulo 0 x 2 Flamengo – Brasileirão 2022
    • São Paulo 1 x 3 Flamengo – Copa do Brasil 2022 (semifinal)
    • Flamengo 1 x 0 São Paulo – Copa do Brasil 2022 (semifinal)
    • Flamengo 1 x 0 Bahia – Brasileirão 2023
    • Flamengo 2 x 1 Bahia – Brasileirão 2024
    • Bahia 0 x 1 Flamengo – Copa do Brasil 2024 (quartas)
    • Flamengo 1 x 0 Bahia – Copa do Brasil 2024 (quartas)
    • Bahia 0 x 2 Flamengo – Brasileirão 2024
    • Flamengo 1 x 0 Bahia – Brasileirão 2025
    Flamengo x Bahia no Maracanã em 2025 – Foto: Letícia Martins/Bahia
  • Palmeiras: Flaco López e Aníbal Moreno são desfalques contra o Juventude na Série A

    Palmeiras: Flaco López e Aníbal Moreno são desfalques contra o Juventude na Série A

    O Palmeiras terá dois importantes desfalques na Data Fifa. O atacante Flaco López e o volante Aníbal Moreno estão na lista de convocados da Seleção Argentina para os amistosos de outubro.

    Portanto, não estarão à disposição de Abel Ferreira no duelo contra o Juventude, marcado para o dia 11, no Allianz Parque, em jogo atrasado da 12ª rodada do Campeonato Brasileiro.

    Flaco e Aníbal vivem momentos de alta

    A convocação marca a segunda chamada consecutiva de López pelo técnico Lionel Scaloni, confirmando a boa fase do jogador. Recentemente, renovou contrato até 2029. Já Aníbal comemora sua primeira oportunidade na equipe principal da albiceleste.

    Mais notícias do Palmeiras:

    Os dois atletas são titulares e representam baixas significativas para o Palmeiras, que busca manter a liderança do Brasileirão. O Verdão dipsuta o primeiro lugar com Flamengo e Cruzeiro.

    Amistosos da Argentina e impacto no calendário do Verdão

    Os amistosos da Argentina acontecem nos dias 10 e 13 de outubro, contra Venezuela e Porto Rico, respectivamente, nos Estados Unidos. A partida do Palmeiras, por sua vez, foi remarcada para essa data devido à participação no Mundial de Clubes.

    • Goleiros: Emiliano Martínez (Aston Villa), Rulli (Olympique de Marselha), Benítez (Crystal Palace) e Cambeses (Racing);
    • Laterais: Montiel (River Plate), Molina (Atlético de Madrid), Acuña (River Plate) e Tagliafico (Lyon);
    • Zagueiros: Cristian Romero (Tottenham), Balerdi (Olympique de Marselha), Otamendi (Benfica), Senesi (Bournemouth) e Rivero (River Plate);
    • Meias: Paredes (Boca Juniors), Aníbal Moreno (Palmeiras), De Paul (Inter Miami), Enzo Fernández (Chelsea), Nico Paz (Como), Lo Celso (Betis), Mac Allister (Liverpool) e Almada (Atlético de Madrid);
    • Atacantes: Giuliano Simeone (Atlético de Madrid), Nico González (Atlético de Madrid), Mastantuono (Real Madrid), Messi (Inter Miami), Flaco López (Palmeiras), Julián Álvarez (Atlético de Madrid) e Lautaro Martínez (Inter de Milão)
  • Classificação da Série A 2025: Palmeiras dispara no returno e deixa Flamengo para trás

    Classificação da Série A 2025: Palmeiras dispara no returno e deixa Flamengo para trás

    O Palmeiras voltou a liderar o returno do Campeonato Brasileiro ao bater o Vasco por 3 a 0 no Allianz Parque, na quarta-feira (02/10). Com o resultado, o Verdão chegou a 16 pontos e ultrapassou o Flamengo, que agora ocupa a segunda colocação, com 15.

    Mirassol e Cruzeiro seguem firmes no G-4, com 14 pontos cada, enquanto o Botafogo ganhou quatro posições e assumiu o quinto lugar após vencer o Bahia por 2 a 1. Os dados foram levantados pelos jornalistas Cadu Vargas e Valmir Storti, do portal Ge.

    Resultados da 26ª rodada da Série A 2025 – Foto: Instagram/Brasileirão

    26ª rodada tem recorde de empates

    A 26ª rodada registrou empates nesta edição do Brasileirão: foram seis jogos sem vencedores. Entre eles, o duelo entre Flamengo e Cruzeiro, no Maracanã, que terminou empatado sem gols.

    Vitória deixa a lanterna do returno

    Quem surpreendeu foi o Vitória, que deixou a última colocação ao derrotar o Ceará por 1 a 0, no Barradão, em Salvador. O time baiano ganhou sete posições e aparece em 13º lugar no returno.

    Leia também: mudanças no novo calendário do futebol brasileiro

    Outro destaque foi o São Paulo. Mesmo com um jogador a menos desde os 21 minutos do primeiro tempo (expulsão de Rigoni), o tricolor paulista superou o Fortaleza por 2 a 0 no Castelão.

    Inter e Atlético-MG vivem pesadelo

    Na parte de baixo da tabela, a crise é grande para Internacional e Atlético-MG. O Colorado, que empatou em casa com o Corinthians por 1 a 1, assumiu a lanterna do returno com apenas cinco pontos.

    O Galo, agora comandado por Jorge Sampaoli, tem a mesma pontuação, mas aparece em 19º por ter saldo de gols melhor.

    Classificação do returno do Brasileirão 2025:

    1. Palmeiras – 16 pontos
    2. Flamengo – 15 pontos
    3. Mirassol – 14 pontos
    4. Cruzeiro – 14 pontos
    5. Botafogo – 12 pontos
    6. Grêmio – 12 pontos
    7. Vasco – 11 pontos
    8. Fluminense – 11 pontos
    9. São Paulo – 10 pontos
    10. Bahia – 10 pontos
    11. Ceará – 9 pontos
    12. Corinthians – 8 pontos
    13. Vitória – 7 pontos
    14. Santos – 7 pontos
    15. Fortaleza – 6 pontos
    16. Red Bull Bragantino – 6 pontos
    17. Sport – 6 pontos
    18. Juventude – 6 pontos
    19. Atlético-MG – 5 pontos
    20. Internacional – 5 pontos
  • Palmeiras x Flamengo: de “times distantes” à rivalidade da década  

    Palmeiras x Flamengo: de “times distantes” à rivalidade da década  

    O Palmeirense carrega nas costas mais de um século de rivalidades clássicas e históricas. Corinthians, São Paulo, Santos… esses são os confrontos que nasceram no sangue, na arquibancada, no barulho das ruas de São Paulo. Agora Flamengo? Até pouco tempo atrás, não passava de mais um adversário de respeito, com grande adesão popular, mas distante, quase neutro.

    Só que o futebol brasileiro mudou muito nos últimos tempos. O calendário expandiu, o dinheiro entrou pesado com os novos tipos de patrocínio, e a liderança ficou restrita a poucos clubes capazes de sustentar elencos milionários e estrutura avançada.

    E aí, no meio dessa virada, o Flamengo e o Palmeiras começaram a se encontrar repetidamente em finais, decisões e disputas diretas de título.

    De repente, o clube carioca que nunca foi rival histórico ou de torcida, passou a dividir com a gente o protagonismo.
    De 2015 pra cá, quantas vezes Palmeiras e Flamengo se cruzaram em jogos que valiam taça ou mudavam o rumo da temporada? Libertadores, Supercopa, Copa do Brasil, Brasileirão. Viramos adversários de mesa de bar, de programa esportivo e de arquibancada.

    O choque de estilos e as falas da Leila   Pereira

    E não é só em campo que essa rivalidade tomou forma, mas também fora dele, e tem ficado cada vez mais evidente. A presidente Leila Pereira por exemplo, tem repetido que admira a estrutura do Flamengo, mas não deixa quieto quando fala em gestão responsável, insinuando que nem todo modelo de gastos é sustentável no longo prazo.

    Recentemente, ela deu aquela cutucada bem estilo da presidente do Verdão, ao dizer que: “o Palmeiras não vai se endividar para comprar craques a qualquer custo”, deixando clara a critica ao rival rubro-negro, que adota uma postura mais agressiva no mercado da bola.

    Essas declarações acendem ainda mais a rivalidade entre os clubes. De um lado, a torcida alvi verde se orgulha da solidez financeira e da sequência de títulos da última década. Do outro, a nação rubro-negra responde com seus números massivos de torcida, de arrecadação e de estrelas contratadas.

    Rivalidade moderna

    Eu acho engraçado que Palmeiras e Flamengo nunca tiveram no passado o peso de uma rivalidade direta, como Corinthians x Palmeiras ou Fla x Flu, inclusive não me lembro de alguma vez ouvir meu pai ou meus irmãos falarem de um jogo memorável entre Palmeiras e Flamengo durante as suas incontáveis histórias de jogos e arquibancada.

    Mas o futebol vive de cenário, e hoje a realidade é que os dois são os grandes clubes do Brasil no século XXI. A cada temporada, o torcedor já entra esperando o confronto decisivo entre esses dois.

    Inclusive, em muitas entrevistas que vejo do elenco eles sempre falam como jogar contra o Flamengo ou até mesmo o Botafogo, se tornou um jogo mais difícil nos últimos anos.

    De certa forma, dá até gosto de ver. Se antes éramos reféns de olhar só para os clássicos regionais, agora temos uma rivalidade nacional. É o choque dos times hoje considerados elite: a consistência palmeirense contra a ousadia flamenguista. E cada temporada, cada título que esses clubes ganham só aumenta mais e mais essa rivalidade.

    E nós, palmeirenses?  

    Do lado de cá, a gente sabe que rivalidade mesmo é contra o Corinthians, isso nunca vai mudar, e também não podemos negar que a rivalidade regional ainda tem um maior peso pras torcidas, porque é nessa resenha de arquibancada que vem as grandes piadinhas contra o rival, e um estilo mais engraçado de torcer. Mas negar que o Flamengo virou nossa “comparação” de grandeza nos últimos anos seria não olhar pra realidade atual. Quando vencemos, o gosto é especial. Quando perdemos, a cobrança chega forte.

    Talvez no futuro quando eu estiver contanto as minhas história de arquibancada eu possa falar de um “Palmeiras x Flamengo” como a grande rivalidade do futebol brasileiro dessa decáda atual. Uma rivalidade que nasceu não de vizinhança ou bairrismo, mas da grandeza e investimento.E no fundo, isso só mostra o tamanho do Verdão: não importa o tempo, não importa o adversário, não importa a década, sempre haverá alguém que nos mostre o quanto somos e sempre seremos um dos maiores times brasileiros.