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  • Corinthians domina o Flamengo e vence a Supercopa Rei; veja como foi

    Corinthians domina o Flamengo e vence a Supercopa Rei; veja como foi

    Na tarde deste domingo (01/02), o Corinthians conseguiu neutralizar o Flamengo e vencer a Supercopa Rei pelo placar de 2 a 0, jogo disputado no Estádio Mané Garrincha, em Brasília. Os gols do Timão foram marcados por Gabriel Paulista e Yuri Alberto.

    O Rubro-Negro conseguiu dominar o primeiro tempo e teve mais posse de bola, porém estava muito fraco na hora de finalizar. Já o Corinthians foi quem tomou a iniciativa assim que bola rolou com Yuri Alberto disparando pela direitas, mas a bola passa para fora e Memphis Depay não consegue alcançar.

    O Flamengo começou a tomar contas das ações, mas desperdiçou chances com Plata, Varela, Erick Pulgar e Pedro, este último vendo Matheus Bidu tirar sua bola em cima da linha. O time de Filipe Luís seguia melhor em campo, com o Corinthians tentando aproveitar os contra-ataques, mas sem sucesso.

    Contudo, mesmo tendo posse de bola os rubro-negros não conseguiram ser efetivos, diferente do Timão que aos 25 minutos da etapa inicial abriram o placar com Gabriel Paulista emendando de primeira, 1 a 0.

    Após o gol um toma lá da cá iniciou, o Corinthians quase amplia o placar aos 37 minutos com Memphis Depay, mas o goleiro Rossi conseguiu fazer a defesa. Já o Flamengo desperdiçou chances com Jorginho, mas o lance mais polêmico estava para acontecer, com as duas equipes no momento indo para o intervalo.

    O intervalo pegou fogo com o VAR aguardando o retorno das duas equipes em campo para checar uma possível agressão de Carrascal em Breno Bidon. O árbitro Rafael Klein antes de iniciar a partida expulsou o atleta do Flamengo, para a revolta dos rubro-negros.

    Mesmo com um a menos, o Flamengo seguia ofensivo e logo aos 2 minutos do segundo tempo Arrascaeta cobra uma falta na cabeça de Pulgar, que finaliza com força no travessão de Hugo. A torcida rubro-negra teve um motivo para comemorar na partida, a reestreia de Lucas Paquetá, mas o jogador não fez tanta diferença em campo.

    Yuri Alberto e Memphis Depay eram o respiro do Corinthians em campo, com o holandês chegando a balançar as redes, mas a arbitragem marcou impedimento no lance.

    A etapa final ficou bastante centralizada no meio de campo, com os dois times errando bastante passos e não adentrando a área do adversário. Nos minutos finais, o Flamengo perdeu uma chance incrível com Paquetá, mas o Corinthians conseguiu ser melhor e aos 52 minutos, Yuri Alberto dispara no contra-ataque, dá um balão em Rossi e manda para dentro do gol, 2 a 0 placar final.

  • Palpites e Onde Assistir: Flamengo x Corinthians; Supercopa Rei

    Palpites e Onde Assistir: Flamengo x Corinthians; Supercopa Rei

    Neste domingo (01/02), às 16h00 (horário de Brasília), Flamengo e Corinthians se enfrentam na decisão da Supercopa Rei. O duelo vale o primeiro título nacional da temporada e coloca frente a frente dois dos clubes mais populares do país.

    O Flamengo entra em campo buscando o tetracampeonato da competição, após conquistas em 2020, 2021 e 2025. Já o Corinthians tenta levantar a taça pela segunda vez em sua história, repetindo o feito de 1991.

    Onde assistir à Supercopa Rei

    O jogo terá ampla cobertura e poderá ser acompanhado ao vivo por diferentes plataformas:

    • Globo (TV aberta)
    • SporTV (TV por assinatura)
    • GE TV (YouTube)
    • Premiere (pay-per-view)

    Momento do Flamengo

    O Flamengo vem de um tropeço na estreia do Campeonato Brasileiro, quando foi superado pelo São Paulo. Além disso, amarga a 5° colocação no Campeonato Carioca, o que deixa o clube na Zona de Rebaixamento do seu grupo. Apesar do momento negativo, o cenário para a decisão é diferente. O elenco rubro-negro é mais encorpado, tecnicamente superior e acostumado a jogos grandes.

    Um fator importante é a presença de Lucas Paquetá, que está relacionado para a final. Mesmo sem garantia de titularidade, a possibilidade de sua entrada durante a partida já altera o cenário do confronto, oferecendo mais criatividade e poder de decisão ao time carioca.

    Momento do Corinthians

    O Corinthians também estreou com derrota no Brasileirão, perdendo para o Bahia e está na 6° Colocação no Paulistão. A equipe ainda busca maior regularidade e chega à final com menos estabilidade coletiva.

    Apesar disso, o time paulista costuma crescer em decisões e aposta na força do grupo para tentar equilibrar o confronto. Ainda assim, tecnicamente, o elenco apresenta limitações quando comparado ao do adversário.

    Palpite para Flamengo x Corinthians

    Mercado: Flamengo vence

    Explicação:
    Mesmo vindo de derrota no Brasileirão, o Flamengo chega mais preparado para a decisão. O elenco rubro-negro é tecnicamente superior, mais experiente e conta com a presença de Paquetá, que pode ser decisivo mesmo saindo do banco. O Corinthians ainda busca encaixe e não apresenta, neste momento, o mesmo nível de soluções ofensivas. Em jogo único, a qualidade individual tende a fazer diferença. Mesmo assim, espero um jogo bastante parelho, com as duas equipes fazendo gol.

  • Endrick é o futuro da Seleção, mas o Brasil não sabe esperar

    Endrick é o futuro da Seleção, mas o Brasil não sabe esperar

    O tempo é uma coisa curiosa. Em alguns momentos, passa devagar demais. Em outros, corre sem pedir licença. Há situações em que poucos minutos parecem anos, e outras em que anos passam sem que a gente perceba. O tempo não é igual para todos. Ele depende do lugar, do contexto e, principalmente, da paciência de quem observa.

    No futebol brasileiro, essa paciência quase nunca existiu.

    Aqui, o tempo é curto. Curtíssimo. O jogador precisa estar pronto agora. Precisa decidir agora. Precisa carregar um país inteiro nas costas antes mesmo de aprender a lidar com a própria carreira e com o próprio ego. Não existe processo, amadurecimento ou erro aceitável. Existe cobrança imediata. E, quase sempre, injusta.

    Esse comportamento diz muito sobre nós. O brasileiro ama o futebol, mas trata seus talentos com pressa. Cria ídolos em um jogo e destrói no seguinte. Vive à procura do próximo salvador da pátria, como se uma geração inteira pudesse ser resumida a um único nome. E, misturada a esse imediatismo, existe a velha síndrome de vira-lata: só acreditamos totalmente quando o mundo o valida, e às vezes nem isso.

    Eu lembro claramente do dia em que João Pedro, ainda no Fluminense, marcou aquele gol de bicicleta contra o Cruzeiro. Foi um daqueles lances raros, que nos fazia voltar o vídeo infinitas vezes só para poder ver novamente. No dia seguinte, o discurso já estava pronto: “novo Ronaldo”, “futuro camisa 9 da Seleção”, “salvação do futebol brasileiro”. Bastou a primeira oscilação de um garoto, algo absolutamente normal, para o tom mudar. Vieram as críticas e a impaciência. Hoje, João Pedro joga no Chelsea, provando que o talento nunca desapareceu. O problema era o tempo que não foi dado.

    Com Endrick, a história se repete, talvez de forma ainda mais intensa.

    Endrick é extremamente talentoso. Isso não está em discussão. Ele é forte, rápido, inteligente e competitivo. Mais do que isso, tem personalidade. Nunca se escondeu de um jogo grande. Pelo Palmeiras, decidiu partidas importantes e mostrou maturidade rara para alguém tão jovem. A virada histórica contra o Botafogo é um exemplo claro: Endrick chamou a responsabilidade quando o jogo parecia perdido, isto não é normal de um garoto.

    Mesmo assim, quando chegou ao Real Madrid, o relógio foi zerado. Cada partida virou uma martelada definitiva sobre o futuro do atacante. Cada jogo sem gol virou motivo de dúvida, cada partida sem jogar, um novo meme surgia nas redes sociais. Como se fosse simples chegar ao maior clube do mundo, com 18 anos, mudar de país, de idioma, de cultura, competir com jogadores prontos e ainda assim decidir imediatamente.

    Isso não é análise. É ansiedade.

    Endrick acaba virando alvo não pelo que faz, mas pelo que representa: a esperança de um país que perdeu referência e quer encontrá-la rápido demais.

    Endrick não precisa ser o novo Ronaldo. Não precisa carregar sozinho a Seleção Brasileira. Ele precisa de tempo. 

    E o que acontece quando este tempo é dado? O que acontece quando o tempo joga a favor de Endrick, e não contra? Ele entrega. O empréstimo ao Lyon não é fuga, nem retrocesso, é apenas dar a ele o que ele sempre quis: Tempo.

    Quando tem sequência, cresce. Quando não é tratado como solução imediata de tudo, joga futebol. E que belo futebol Endrick vem mostrando na França. Até aqui são 4 jogos, 4 gols e 1 assistência. O Jovem jogador Brasileiro, no seu primeiro mês no novo clube, já foi eleito o melhor jogador de Janeiro da League One.

    Mas, o torcedor brasileiro não pode cometer o erro de ler esse momento como confirmação apressada de genialidade, nem como redenção definitiva. Precisa ler como processo. Como consequência natural de quem sempre teve futebol, mas agora tem algo ainda mais valioso.

  • Atlético de Madrid negocia contratação de Marcos Leonardo

    Atlético de Madrid negocia contratação de Marcos Leonardo

    O atacante Marcos Leonardo pode estar prestes a dar um novo passo na carreira e atuar pela primeira vez no futebol espanhol. O Atlético de Madrid mantém negociações avançadas com o Al-Hilal para contar com o jogador por empréstimo até o final da temporada.

    A proposta prevê, também, uma opção de compra estipulada em 40 milhões de euros (aproximadamente R$ 249 milhões) ao final do empréstimo. O clube espanhol trabalha com urgência para concluir a operação antes do encerramento da janela de transferências, marcado para a próxima segunda-feira.

    Internamente, Marcos Leonardo vê com bons olhos a possível transferência para o clube espanhol. A oportunidade de defender um clube tradicional da Europa e disputar LaLiga pesa na decisão do atacante.

    Aos 21 anos, Marcos Leonardo construiu o início de sua carreira no Santos, onde estreou no time profissional, ainda com 17 anos, em 2020. Em 2024, foi negociado com o Benfica, antes de se transferir para o Al-Hilal no mesmo ano.

    Ano passado, o atacante esteve próximo de voltar para o futebol Brasileiro, onde na época, iria defender a camisa do rival do Santos, o São Paulo. Mas, as negociações não foram para frente e o jogador permaneceu no Al-Hilal.

    Mesmo atuando fora do eixo europeu, o atacante manteve bom desempenho. Na atual temporada, soma 14 gols e uma assistência em 24 partidas, sendo o principal goleador do Al-Hilal nas competições que disputa, incluindo a liga nacional e os torneios continentais.

    Caso o acordo seja sacramentado, o brasileiro terá a chance de se recolocar no cenário europeu de alto nível, agora em um dos campeonatos mais competitivos do mundo, vestindo uma camisa de grande peso no futebol continental.

  • Palmeiras acerta empréstimo de Raphael Veiga ao América, do México

    Palmeiras acerta empréstimo de Raphael Veiga ao América, do México

    Palmeiras e América-MEX chegaram a um acordo de empréstimo pelo meia Raphael Veiga até o fim da temporada. O atleta deve chegar no novo clube nos próximos dias para realizar os exames médicos e ser apresentado oficialmente.

    Nesta sexta-feira (30), Veiga se despedirá dos seus companheiros na Academia de Futebol antes de sua viagem.

    Antes da finalização da operação entre os dois clubes, Veiga teve seu contrato renovado até o fim de 2028. Anteriormente, o vínculo do meia era válido até dezembro de 2027. Deixando claro que o empréstimo não terá compensação financeira, mas existe uma opção de compra no contrato que pode render dinheiro ao Palmeiras ao fim do contrato com os mexicanos. Os valores da negociação não foram revelados.

    A decisão de mudar-se para o futebol mexicano veio do próprio Veiga, que entendeu ter perdido espaço no time de Abel Ferreira e já não conseguia ter o mesmo desempenho de antes. Um ponto crucial para essa saída é o treinador do América, o brasileiro André Jardim.

    Na última temporada, Rafael Veiga sofreu com lesões e oscilou bastante quando conseguia está em campo. No total, foram 53 jogos disputados, com sete gols marcados e 11 assistências distribuídas.

  • Internacional anuncia a contratação de Alerrandro, que estava no CSKA; confira

    Internacional anuncia a contratação de Alerrandro, que estava no CSKA; confira

    Nesta sexta-feira (30/01), o Internacional anunciou a contratação do atacante Alerrandro. O atleta chegará a Porto Alegre por empréstimo do CSKA até o fim da temporada.

    De acordo com informações divulgadas pelo clube em comunicado, o atleta já realizou os exames médicos em Dubai, onde o clube russo está fazendo a pré-temporada e foi aprovado em todos os requisitos. Agora os gaúchos o aguardam nos próximos dias.

    O interesse do Inter em Alerrandro já era existente, chegando a discutir com o time gaúcho discutindo com o CSKA há tempos, porém não conseguia entrar em um consenso. Contudo, a direção conseguiu convencer os russos e fechou o negocio com o centroavante para a temporada, chegando a inscrever o atleta no gauchão.

    O novo reforço colorado já está inscrito no Boletim Informativo Diário (BID) da CBF, estando apto para atuar no clube brasileiro.

    Aguardando o desfecho das negociações entre os clubes, Alerrandro já deixava claro seu interesse em defender o Inter, chegando a reagir postagens do clube nas redes sociais e seguir os atletas colorados.

    Na temporada, o atacante esteve presente em 19 partidas, sendo 10 delas como titular, marcando dois gols e distribuindo apenas uma assistência.

    Próximo jogo

    O Internacional entrará em campo neste sábado (31), quando enfrentará o Caxias pela sexta rodada do Grupo A do Gauchão. A bola vai rolar às 16h30 (horário de Brasília), no Estádio Centenário.

  • Clássico das Multidões: 110 anos de Sport x Santa Cruz e o Legado da Paixão Pernambucana

    Clássico das Multidões: 110 anos de Sport x Santa Cruz e o Legado da Paixão Pernambucana

    Pernambuco, Cultura e Futebol

    O Povo Pernambucano não vive as coisas pela metade. Aqui, tudo é intenso. Terra do frevo, do maracatu, das pontes do Recife, das ladeiras de Olinda e de um povo que transforma festa em identidade. Aqui, cultura não é acessório: é a própria essência. E talvez por isso o futebol pernambucano nunca tenha sido morno. Ele pulsa no mesmo ritmo acelerado do carnaval, e na mesma paixão com que se vive tudo nesse chão.

    Em tempos em que o futebol brasileiro, principalmente o nordestino, se dilui em torcidas mistas e relações cada vez mais distantes entre clube e arquibancada, Pernambuco segue na contramão. De acordo com a pesquisa da Ibope/Repucom, o estado concentra alguns dos torcedores mais fiéis do Nordeste, gente que escolhe um clube como primeira opção e sustenta essa escolha como extensão da própria vida. Não é coincidência. É cultura.

    https://ge.globo.com/pe/futebol/noticia/mistos-times-pernambucanos-tem-as-torcidas-mais-fieis-do-nordeste-veja-levantamento.ghtml

    E no centro dessa paixão está um clássico que ajuda a explicar tudo isso: Sport x Santa Cruz, o Clássico das Multidões

    110 Anos de uma das maiores rivalidades do País

    Neste ano, o duelo completa 110 anos desde o seu primeiro encontro, no dia 6 de maio, num amistoso que, à época, parecia apenas mais um jogo rotineiro entre dois jovens clubes. Mal sabiam aqueles torcedores que estavam a assistir ao nascimento de uma das rivalidades mais populares e antigas do futebol brasileiro. Um clássico que não foi criado por marketing, televisão ou redes sociais. Foi criado e permanece até hoje, pelo povo.

    Curiosamente, o nome que hoje carrega tanto peso, Clássico das Multidões,  só surgiria 27 anos depois, em 1943, criado pelo Diário de Pernambuco. Eis um pequeno trecho do Jornal:

    “Mesmo que a disputa de hoje não tivesse as características de uma decisão importante, estaríamos certos do seu êxito, pois o clássico Santa Cruz x Esporte tem o seu prestígio e o seu numeroso público…o clássico das multidões rendeu a importância de vinte e um mil cruzeiros…”

    Ali estava tudo explicado. Não importava a tabela, o campeonato ou a fase. Importava o povo. Importava a multidão.

    Não é à toa que, mesmo numa região onde quase metade dos torcedores admite simpatizar por mais de um clube, os clubes pernambucanos aparecem entre os mais fiéis. Aqui, escolher um time ainda significa escolher um lado. Um bairro. Uma memória de infância. Uma herança passada de pai para filho.

    O Clássico das Multidões atravessou guerras, crises, rebaixamentos e glórias. É verdade que a fase dos dois clubes não é a melhor nos últimos anos, mas a torcida já mostrou que esse fanatismo sobreviveu ao tempo, porque nunca dependeu apenas da bola. Ele vive na rua, na provocação entre amigos de escola e do trabalho, no silêncio pesado depois da derrota e na euforia que dura dias após a vitória.

    Pernambuco sente o futebol diferente porque sente a vida diferente. E enquanto houver frevo nas ladeiras, voz rouca nas arquibancadas e essa fidelidade quase teimosa ao próprio clube, Sport x Santa Cruz continuará sendo mais do que um jogo. Será sempre um espelho do povo que o criou.

    Porque, como já dizia um velho doutor de uma boa história Japonesa, ninguém/nada morre enquanto é lembrado.

  • Botafogo goleia o Cruzeiro em casa e estreia bem no Brasileirão; veja como foi o jogo

    Botafogo goleia o Cruzeiro em casa e estreia bem no Brasileirão; veja como foi o jogo

    O Estádio Nilton Santos foi palco de uma goleada impressionante do Botafogo em cima do Cruzeiro por 4 a 0, jogo válido pela primeira rodada da Série A do Campeonato Brasileiro. Todos os gols saíram no segundo tempo, com Danilo balançando as redes em duas oportunidades, além de Matheus Martins e Arthur que fizeram a alegria da massa alvinegra.

    A bola rolou no primeiro tempo com as duas equipes buscando ter a posse de bola, feito que o Botafogo conseguiu inicialmente, mas foi o Cruzeiro quem tentou abrir o placar aos 10 minutos, com Matheus Pereira chutando de meia distância e parando no goleiro Neto.

    O atacante Arthur Cabral estava elétrico e desperdiçou duas chances mandando-as para fora. A Raposa chegou a balançar as redes aos 21 minutos com Kaio Jorge, mas o bandeirinha marcou impedimento e o VAR confirmou. O time minero seguia no ataque, enquanto os donos da casa esperavam um contra-ataque para ser letal.

    O restante dos minutos da etapa inicial não tiveram muitos momentos de pressão, indo para o intervalo com um empate sem gols.

    O segundo tempo foi outra história, com o Botafogo abrindo o placar aos 2 minutos com Danilo, que recebeu de Arthur Cabral e mandou para o fundo das redes, 1 a 0. O Cruzeiro avançou, mas não conseguiu ultrapassar a defesa adversária.

    A situação da Raposa ficou ruim de vez com a saída de Gerson lesionado, dando espaço para o Fogão atacar. Aos 30 minutos da etapa final, Montoro gira e lança a bola para Matheus Martins, que arranca em direção a área e chuta cruzado, 2 a 0. Nove minutos depois, Danilo novamente balançou as redes e ampliou o placar para o Botafogo, 3 a 0.

    O Cruzeiro se rendeu e foi obrigado a ouvir a torcida carioca gritar “olé” a cada toque na bola. Contudo, nada poderia ser pior do que os berros de mais um gol e foi o que aconteceu aos 45 minutos, com Matheus Martins tocando para Arthur, que driblou Cássio e consolidou a goleada, 4 a 0, placar final.

    Próximos jogos

    O Botafogo dará uma pausa na competição nacional e voltará sua atenção para o Campeonato Carioca, onde enfrentará o Fluminense neste domingo (01/02), às 20h30 (horário de Brasília), no Estádio Nilton Santos.

    Já o Cruzeiro terá pela frente o Betim, no mesmo dia às 20h (horário de Brasília), pelo Campeonato Mineiro.

  • São Paulo vence o Flamengo de virada e estreia bem no Brasileirão; confira

    São Paulo vence o Flamengo de virada e estreia bem no Brasileirão; confira

    O São Paulo estreou o Brasileirão com o pé direito e venceu o Flamengo por 2 a 1 a noite desta quarta-feira (28/01), jogo disputado no Morumbis, em São Paulo. O Mengão chegou a sair na frente com Plata, mas o Tricolor Paulista conseguiu a virada com gols de Luciano e Danielzinho.

    O time comandado por Filipe Luís foi quem comandou as ações no primeiro tempo, tendo mais posse de bola e criando mais oportunidades de gol, porém sem conseguir o principal: mandar a bola para o fundo das redes.

    Mesmo atuando como mandante, o São Paulo pouco criou na partida, vendo o adversário criar a primeira chance de perigo aos 13 minutos, com Everton Cebolinha mandando a bola para Carrascal invadir livre a área, mas sem a pontaria certa. O camisa 11 do Mengão estava empolgado e tentou mandar a bola para o fundo das redes cinco minutos depois, mas Rafael fez a defesa.

    O São Paulo decidiu responder com Luciano, que recebeu na entrada da área e finalizou, mas a bola desvia no caminho e vai para fora. Nos minutos finais da primeira etapa não houveram outras emoções, indo para o intervalo com um empate sem gols.

    O segundo tempo foi totalmente diferente, com o São Paulo arriscando logo aos 2 minutos, com Bobadilla fazendo uma jogada individual na entrada da área e chutando direto nas mãos de Rossi. A resposta do Flamengo veio seis minutos depois, com Pedro dominando a bola e mandando-a para Plata, que chutou para o fundo das redes de Rafael, 1 a 0.

    Sob a visão da sua torcida, o Tricolor não desistiu e aos 15 minutos da etapa final, Enzo faz um belo cruzamento e “coloca” a bola na cabeça de Luciano, que cabeceia no contrapé de Rossi deixando tudo igual, 1 a 1.

    O Mengão buscava começar sua trajetória com êxito e quase consegue o segundo com Bruno Henrique, mas o atacante manda perto da trave. A resposta do São Paulo veio aos 25 minutos, quando Luciano tenta cruzar na área, mas Pulgar intercepta. Na sobra, Danielzinho consegue se antecipar da defesa e vira a partida, 2 a 1.

    O jogo começou a ficar corrido com ambos os times buscando adentrarem na área do adversário, mas com muitos erros de passes no meio do caminho. A última grande e real chance aconteceu aos 51 minutos, com Plata cabeceando e Rafael fazendo uma grande defesa. No rebote, Arrascaeta se antecipa e tenta finalizar, mas é tocado e manda para fora. O uruguaio chega a pedir a marcação de um pênalti, mas o juiz diz não ocorreu nada e finalizou a partida.

    Próximos jogos

    O São Paulo retorna a campo neste sábado (31), quando enfrentará o Santos às 20h30 (horário de Brasília), no Morumbis, pela sexta rodada do Paulistão.

    Já o Flamengo terá pela frente o Corinthians pelo jogo da Supercopa do Brasil, confronto disputado no domingo (01), no Estádio Mané Garrincha, em Brasília, às 16h (horário de Brasília).

  • Portugal no ranking europeu: voltar ao lugar certo

    Portugal no ranking europeu: voltar ao lugar certo

    Estou contente. Muito contente, até. Mas convém começar por pôr as coisas no sítio certo: isto não é histórico, não é inédito e não é nenhum milagre futebolístico. O regresso de Portugal ao sexto lugar do ranking da UEFA é apenas isso mesmo, um regresso. Voltar a um lugar onde, olhando para a qualidade das equipas, para o rendimento europeu e para a capacidade formativa do país, nunca deveríamos ter deixado de estar.

    A última noite europeia ajudou a alinhar perceções com realidade. O SL Benfica venceu o Real Madrid por 4-2 num jogo absolutamente insano, com direito a golo de guarda-redes no último minuto, desses que parecem exagero mas acabam por ter impacto bem real. Não foi apenas um resultado marcante, foi um empurrão direto no ranking e uma daquelas noites que fazem o futebol português levantar a cabeça e lembrar-se de quem é.

    O Sporting CP foi a San Mamés, esteve a perder por duas vezes e ganhou no fim. Não é só ganhar fora, é a forma como se ganha. É maturidade europeia, é saber sofrer, reagir e decidir. Já não é novidade ver equipas portuguesas a competir olhos nos olhos em contextos difíceis, e isso diz muito sobre o momento atual do nosso futebol.

    Festejo do golo da vitória do Sporting em BIlbao – Foto retirada de: Facebook/Sporting CP

    E quando olhamos para o que vem aí, o otimismo não nasce do nada. O Sporting está forte, consistente e cada vez mais confortável neste patamar europeu. O FC Porto, sempre que cai na Liga Europa, assume automaticamente o papel que faz parte da sua identidade: lutar para ganhar a prova, sem desculpas e sem medo do contexto. No Benfica, um investimento forte é quase uma regra anual. O SC Braga continua a crescer de forma sustentada, joga cada vez melhor e já não é surpresa em competições europeias. E depois há o Vitória SC, em plena restruturação financeira, com uma cidade inteira por trás e um potencial enorme para, finalmente, atingir patamares que nunca alcançou, mas que fazem todo o sentido para a sua dimensão, identidade e peso histórico.

    Durante anos, ouvir que o campeonato neerlandês era superior ao português parecia quase um dado adquirido. A Eredivisie foi, de facto, uma referência mundial. Um país pequeno que produziu talento em série, com nomes lendários como Johan Cruyff, Marco van Basten, Bergkamp, Ruud Gullit, Sneijder, Robben, Robin van Persie, Sedoorf, Koeman ou Ruud van Nistelrooy. Só enumerá-los quase dispensa explicação.

    Mas o futebol vive de ciclos, e o atual já não é o deles. Hoje, olhando para o topo, é difícil não concluir que as melhores equipas portuguesas são superiores às melhores equipas neerlandesas. Mais habituadas à pressão, mais regulares na Europa e mais preparadas para contextos de Champions League. É verdade que a Holanda continua a ter mais profundidade abaixo do topo, mas quando se fala de ranking, vagas europeias e estatuto, o que pesa são as equipas que chegam longe. E aí Portugal tem estado melhor.

    Convém também dizer isto sem rodeios: a grande vantagem histórica da Holanda nunca foi apenas a qualidade do topo, mas sim a distribuição geográfica do seu futebol. A Eredivisie é talvez o campeonato mais bem espalhado territorialmente do mundo, com clubes enraizados em praticamente todas as cidades, estádios cheios e uma cultura local fortíssima. Em Portugal, o futebol profissional está concentrado no litoral e maioritariamente no Norte, enquanto o Sul vive quase exclusivamente do Benfica e do Sporting. E mesmo com essa desvantagem estrutural evidente, o topo português consegue hoje ser mais forte, mais competitivo e mais decisivo na Europa do que o neerlandês.

    Distribuição geográfica dos clubes na Liga Holandesa

    Tudo isto ganha ainda mais força quando se olha para a formação. Portugal vive provavelmente o melhor momento formativo do mundo. Sim, do mundo. Até acima do Brasil, que atravessa uma fase estranha, de transição e identidade indefinida. O jogador português sai cada vez mais completo, taticamente inteligente, competitivo e pronto para qualquer contexto. Não é coincidência que esteja espalhado pelas melhores ligas europeias.

    Roger Fernandes, Rodrigo Mora e Geovany Quenda – três das principais promessas portuguesas – foto retirada de: fpf.pt

    Ao nível de seleções, a comparação também não joga a favor dos Países Baixos. Ao longo dos anos, tornaram-se quase uma presença confortável para a Seleção das Quinas, acumulando memórias pouco felizes. Quando países de dimensão semelhante se cruzam repetidamente e o histórico pesa para um lado, isso também conta.

    Oitavos de final do Mundial 2006, Portugal e Holanda, na famosa batalha de Nuremberg!

    Por isso sim, estou contente. Não porque seja um feito irrepetível, mas porque este momento abre uma porta muito concreta e muito importante. Em 2027/28, Portugal pode voltar a ter três equipas na Liga dos Campeões. Três clubes portugueses no maior palco do futebol europeu, não por convite, não por favor, mas por mérito acumulado ao longo de várias épocas.

    Num país pequeno, centralizado, com muitas limitações estruturais, mas com talento, competitividade e capacidade de se reinventar. Não estamos a escrever uma história nova. Estamos, finalmente, a retomar a nossa própria história.

    E isso, honestamente, sabe ainda melhor.